Em comparação a 2022, a Unidade de Emergência realizou mais atendimentos neste ano, mas demanda ainda não é suprida
Famílias em Ribeirão Preto enfrentam dificuldades com a demora para cirurgias no Hospital das Clínicas (HC). Apesar do aumento no número de atendimentos na unidade de emergência em comparação ao ano passado, a fila de espera persiste.
Casos de espera prolongada
Meire Mortall busca uma vaga para sua irmã, de 42 anos, que necessita de cirurgia após um acidente de caminhão. A resposta constante é a superlotação do hospital. A família da agrônoma Julia Prudência, de Sertãozinho, enfrenta situação semelhante. A mãe de Julia, dona Luzia (69 anos), aguarda há 15 dias por uma cirurgia no fêmur, com o procedimento marcado e desmarcado pelo menos cinco vezes. A falta de informações e a constante mudança de planos geram angústia e incerteza.
Demanda e investimentos
De janeiro a maio, o HC realizou 5.096 internações (22% a mais que em 2023) e 2.183 cirurgias, uma média de 436 procedimentos de alta complexidade por mês. O coordenador da unidade de emergência afirma que houve investimentos para absorver a demanda, mas que o encaminhamento inadequado de pacientes de baixa complexidade impacta a capacidade de atendimento, priorizando-se os casos mais graves.
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Soluções e desfechos
Após a reportagem, Meire conseguiu a transferência de sua irmã de Minas Gerais para o HC, com previsão de chegada após 17 horas de viagem de ambulância. Dona Luzia, de Sertãozinho, também conseguiu um leito e será transferida para Ribeirão Preto. Os casos demonstram a complexidade da situação, a necessidade de melhorias no sistema e a luta das famílias pela assistência médica adequada.



