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Famílias resistem e continuam ocupando área na Vila Albertina

Mesmo após pressão da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, grupo não deixou o local e ainda começou a construir barracos
Vila Albertina
Mesmo após pressão da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, grupo não deixou o local e ainda começou a construir barracos

Mesmo após pressão da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, grupo não deixou o local e ainda começou a construir barracos

Um terreno antes negligenciado atrás do Centro de Controle de Zoonoses em Ribeirão Preto se transformou em um agitado canteiro de obras, palco de uma corrida contra o tempo entre cerca de 150 famílias e a administração municipal. A urgência se justifica: a conclusão das construções improvisadas pode dificultar uma eventual reintegração de posse, exigindo uma ordem judicial.

A Busca por Dignidade em Meio à Crise

Wellington de Lima, um dos ocupantes da área na Vila Albertina, relata o desemprego desde o início do ano como um catalisador para a invasão. Para ele, a ocupação é um grito por atenção e dignidade. “É simbólico. Estamos brigando aqui pela atenção, pela dignidade, porque todo mundo aqui, quem é desempregado ou não, paga imposto”, desabafa. A falta de oportunidades, mesmo com qualificação profissional, o impulsionou a buscar essa alternativa.

O Terreno Abandonado e a Ação da Comunidade

Rafael de Oliveira, um dos líderes da ocupação, destaca o abandono do terreno pela prefeitura. Segundo ele, a área, próxima a uma linha de trem, era um foco constante de sujeira e mato alto. “Nós catamos o terreno com o mato de 2,5 metros de altura”, afirma, contrastando a inação do poder público com a iniciativa dos moradores. A alegação da prefeitura de que o terreno não era de sua responsabilidade apenas intensificou a frustração e o senso de negligência.

Apoio da Comunidade e a Esperança por Mudança

Uma moradora do bairro Ipiranga, que preferiu não se identificar, compareceu ao local para expressar seu apoio aos invasores. Ela relata que a prefeitura raramente prestava atenção à região, e que a iniciativa dos ocupantes, que chegaram a levar roçadeiras e retroescavadeiras para limpar o terreno, finalmente despertou o interesse do governo. “Eles vêm de ano em ano para limpar e dar uma atenção para o povo? Escorpião dentro de casa, rato, essas coisas, tudo”, questiona, evidenciando o contraste entre o descaso anterior e a súbita preocupação.

A ocupação, embora controversa, levanta questões importantes sobre a negligência do poder público e a busca por dignidade em meio a dificuldades econômicas.

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