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Famílias usavam pinheiros de verdade como árvores de Natal

Ouça o quadro 'A Cidade há 100 anos', com Rosana Zaidan
árvores de Natal
Ouça o quadro 'A Cidade há 100 anos', com Rosana Zaidan

Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan

A tradição da árvore de Natal encanta gerações, com suas luzes e cores vibrantes. Originária de costumes europeus, a prática se fortaleceu no Brasil, tornando-se um símbolo essencial das festividades natalinas.

A Evolução da Árvore de Natal ao Longo do Tempo

No século XIX, a árvore de Natal ganhou destaque, especialmente por volta de 1915. Naquela época, as árvores eram pinheiros naturais, adornados com pinhões dourados, fios de prata (simulando a neve) e bolas de vidro mais pesadas do que as atuais. Frutas frescas e bombons pendurados eram adicionados na véspera de Natal, aguardando o deleite das crianças.

A Influência da Família Real Brasileira

Acredita-se que a princesa Leopoldina, irmã da princesa Isabel, tenha contribuído para a disseminação da tradição no Brasil. Em 1871, enquanto passava o Natal em Viena, ela mencionou em uma carta à princesa Isabel a compra de uma árvore de Natal para decorar sua residência. Essa ação demonstra a importância crescente da árvore como parte das celebrações natalinas.

As Raízes Históricas da Tradição

Acredita-se que Martinho Lutero, no século XVI, tenha se inspirado na beleza dos pinheiros cobertos de neve para iniciar a tradição da árvore de Natal. Embora o clima tropical brasileiro não proporcione neve, o céu estrelado e a beleza natural do país complementam a atmosfera natalina.

A manutenção dessa tradição, juntamente com o presépio e outros costumes, visa proporcionar um sentimento de união e harmonia familiar, tornando o Natal um momento especial para todos.

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