Farmacêutico de Ribeirão Preto é preso por suspeita de vender remédios tarja preta pela internet
A polícia de Ribeirão Preto deteve um farmacêutico sob suspeita de vender medicamentos controlados (tarja preta) sem a devida receita médica pela internet. A prisão em flagrante de Van der Leicastro, de 39 anos, ocorreu durante uma operação, mas ele foi liberado na audiência de custódia.
O Flagrante e a Investigação
A investigação policial revelou que o farmacêutico realizou mais de 800 vendas através de um único site. Durante a operação, foram apreendidas mais de 70 caixas de medicamentos, muitas delas escondidas sob o colchão no apartamento do suspeito, localizado no bairro Lagoinha, zona leste da cidade.
Medicamentos Apreendidos e Condições de Armazenamento
A lista de medicamentos apreendidos incluía ansiolíticos, sedativos (como lorazepam e zolpidem) e antidepressivos (como cloridrato de fluoxetina), além de outras 55 caixas de medicamentos diversos. O delegado Diogenes Santiago Neto, responsável pela investigação, detalhou as condições precárias de armazenamento dos medicamentos. Segundo ele, os remédios eram armazenados sem qualquer cuidado ou autorização da vigilância sanitária, alguns em caixas de papelão e outros dentro do box da cama.
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Venda Flagrada em Tempo Real
Durante as buscas, a polícia flagrou uma venda sendo finalizada em uma plataforma digital. Um morador de Sorocaba havia acabado de comprar quatro caixas de zolpidem e duas de alprazolam, totalizando R$ 267,00, com entrega prevista para a semana seguinte. O delegado relatou que o suspeito foi surpreendido com dois computadores abertos, realizando a venda e controlando os códigos de rastreio para os compradores acompanharem a entrega.
Irregularidades e Riscos para os Consumidores
A polícia descobriu que, em apenas um site, o farmacêutico realizou mais de 850 vendas entre março e junho deste ano. Van der Leikastro possuía registro no Conselho Regional de Farmácia, mas declarava vender vitaminas e produtos cosméticos nas plataformas online. No entanto, as encomendas continham medicamentos controlados para sono, emagrecimento, hormônios e dores. O delegado ressaltou os riscos para os consumidores que buscam medicamentos na internet sem prescrição médica, alertando sobre as condições de armazenamento e transporte inadequadas, que podem comprometer a eficácia dos medicamentos.
A facilidade aparente de adquirir medicamentos online pode levar a riscos significativos para a saúde, dada a ausência de acompanhamento médico e a incerteza sobre a procedência e o armazenamento adequado dos produtos.



