Tire suas dúvidas com o médico cardiologista Fernando Nobre na coluna ‘CBN Saúde’
Cigarros eletrônicos: uma ameaça disfarçada?
Em tempos de crescente preocupação com a saúde, o surgimento de novas formas de consumo de tabaco exige atenção. Recentemente, testemunhei o uso de um cigarro eletrônico, prática que, apesar de parecer moderna e inofensiva, apresenta sérios riscos à saúde.
Os riscos dos e-cigarros
A crença popular de que os cigarros eletrônicos são menos nocivos que os tradicionais é um equívoco. Estudos científicos demonstram que esses dispositivos, longe de serem inofensivos, contêm nicotina, substância altamente viciante, e outras substâncias tóxicas. A proliferação do seu uso, impulsionada por informações equivocadas sobre sua segurança e ausência de odor, é preocupante.
Alerta da vigilância sanitária
Nos Estados Unidos, os cigarros eletrônicos são classificados como produtos derivados do tabaco desde 2016. A literatura médica mundial reforça os perigos, apontando o aumento significativo do consumo, principalmente entre jovens, atraídos por sabores artificiais. O uso de e-cigarros aumenta consideravelmente o risco de vício em cigarros tradicionais. No Brasil, apesar da proibição da Anvisa desde 2009, a venda ilegal persiste pela internet e comércio informal. É crucial desmistificar a ideia de que os e-cigarros são uma alternativa segura ao tabagismo.
Leia também
O uso de cigarros eletrônicos representa um risco real à saúde, independentemente da forma de apresentação. A conscientização sobre os perigos desses produtos é fundamental para a prevenção do tabagismo e a proteção da saúde pública.