Para esclarecer o assunto o ‘CBN Saúde e Bem-Estar’ recebe o nutrólogo José Ernesto dos Santos
Um estudo recente nos EUA revelou uma possível relação entre o consumo de café e a redução do risco de contaminação por coronavírus. A pesquisa, publicada na revista Nutrientes, analisou hábitos alimentares de indivíduos com e sem COVID-19.
Café e COVID-19: Uma Relação Complexa
O estudo indica que pessoas que consumiam pelo menos uma xícara de café diariamente apresentavam 10% menos chances de contrair a doença. No entanto, o nutrólogo da USP, José Ernesto dos Santos, alerta que a pesquisa não estabelece uma relação de causa e efeito. A associação pode estar ligada a outros fatores, como uma dieta mais equilibrada, que inclui frutas e vegetais, frequentemente associada ao consumo de café.
Carnes Processadas e o Risco de COVID-19 Grave
Por outro lado, o estudo mostrou uma forte correlação entre o consumo elevado de carnes processadas (salsichas, presuntos, etc.) e casos mais graves de COVID-19. O Dr. Santos explica que essa relação pode ser indireta, pois indivíduos que consomem muitas carnes processadas tendem a apresentar maior incidência de hipertensão e obesidade, fatores de risco para formas mais severas da doença. A pesquisa não identifica um agente contaminante específico nas carnes processadas.
Recomendações para uma Alimentação Saudável
Embora o estudo sugira benefícios do consumo moderado de café, o Dr. Santos enfatiza a importância de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e com baixo consumo de carnes processadas. Ele destaca que o café, em quantidades moderadas (uma ou duas xícaras por dia), geralmente não apresenta efeitos colaterais significativos, exceto para pessoas com problemas gástricos. O excesso de açúcar adicionado ao café, no entanto, deve ser evitado. A moderação e o equilíbrio alimentar, independentemente do contexto da COVID-19, são cruciais para a saúde.


