Maio foi o 17° mês de baixa segundo o Sebrae-SP, que registrou baixa de 9,90%
O cenário para os microempreendedores no Brasil tem sido desafiador, com uma combinação de alta carga tributária e diminuição no poder de compra dos consumidores. Um recente boletim do Sebrae revela uma queda significativa na atividade das empresas em maio, acendendo um sinal de alerta para o setor.
Impacto da Retração do Consumo
Iroá Arantes, gerente do Sebrae Ribeirão, destaca que a redução no poder de compra, impulsionada pela inflação e pelo desemprego, tem levado os consumidores a restringirem seus gastos. A inadimplência também surge como um fator relevante, contribuindo para a desaceleração do consumo e impactando diretamente o faturamento das microempresas.
Disparidades Regionais e Setoriais
A pesquisa do Sebrae aponta para disparidades regionais, com a capital paulista registrando uma queda mais acentuada nas vendas (13,13%) em comparação com o interior (4,6%). Setorialmente, a indústria foi a mais afetada, com uma retração de 18,7%, seguida por serviços (11,8%) e comércio (5,6%).
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Sinais de Esperança no Horizonte
Apesar do cenário desafiador, o estudo do Sebrae também indica sinais de otimismo entre os empresários. A expectativa de faturamento para os próximos meses aumentou de 11% para 29%, refletindo uma crença de que o pior já passou e que a retomada das vendas e dos lucros é possível. Muitos microempreendedores apostam na estabilidade nos próximos meses.
Embora o caminho para a recuperação seja incerto, a pesquisa do Sebrae sugere uma mudança de perspectiva entre os microempreendedores, que vislumbram um futuro com mais estabilidade e crescimento.



