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Fausi Henrique adia para a próxima semana a decisão sobre seu futuro no Comercial

Tendência é que ele deixe a gestão, o que pode dar brecha para que Gustavo Guerra, presidente do Conselho, assuma interinamente
Fausi Henrique adia para a próxima
Tendência é que ele deixe a gestão, o que pode dar brecha para que Gustavo Guerra, presidente do Conselho, assuma interinamente

Tendência é que ele deixe a gestão, o que pode dar brecha para que Gustavo Guerra, presidente do Conselho, assuma interinamente

O presidente do Comercial, Fausenrique, adiou mais uma vez a definição sobre permanecer ou renunciar ao cargo depois de pedido feito pelo presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Guerra. A expectativa por uma posição pública, que deveria ter sido esclarecida no início da semana, foi direcionada para os próximos dias enquanto a diretoria e conselheiros organizam uma transição considerada “tranquila e amistosa”.

Pedido do Conselho e adiamento do anúncio

Em comunicado enviado após a assembleia extraordinária convocada pelo presidente do Conselho, realizada no dia 10 na sala de imprensa do estádio do Comercial, Fausenrique informou que recebeu solicitação para aguardar antes de se manifestar publicamente. Segundo o documento, o pedido visou ganhar tempo para preparar uma transição ordenada. Fausenrique declarou que “estarei me pronunciando a respeito desse assunto no decorrer da próxima semana”.

Cenário interno e possíveis sucessores

O adiamento reacende as especulações nos bastidores sobre sucessores e articulações políticas internas. Fontes apontam que nomes já circulam entre conselheiros, mas nenhuma chapa ou candidato foi oficialmente apresentado. Entre os citados, aparece o ex-dirigente Ademir Kiari, cuja eventual volta foi tratada com reserva: embora haja apoio de parte do conselho, Kiari afirmou não cogitar disputar a presidência no momento.

Gustavo Guerra, que recentemente assumiu a presidência do Conselho, descartou publicamente interesse em concorrer, ao menos enquanto estiver ocupando a função interina. O quadro reforça a impressão de que a movimentação é política e dependente de consensos entre conselheiros antes de qualquer anúncio formal.

Implicações estatutárias e pedidos por transparência

Além da indefinição sobre a presidência, o clube enfrenta questões estatutárias que impactam a governança imediata. Pelo estatuto, é obrigatório ter ao menos três vices; o atual mandato chegou a ter cinco vices, todos os quais apresentaram renúncia. Caso Fausenrique opte por permanecer, será necessário convocar eleição para recompor os vices. Se ele deixar o cargo, ocorrerá a formação de nova diretoria executiva e processo eleitoral conforme regulamento.

Alguns conselheiros e observadores defendem que um comunicado claro antecipando a saída — acompanhado de um cronograma para a transição e a eleição — reduziria a incerteza entre associados e torcedores e facilitaria o trabalho de organização interna. Por ora, a posição oficial é de que as tratativas continuam e que um pronunciamento será feito na próxima semana.

O desfecho deve dizer muito sobre os acordos internos e a capacidade de articulação do Conselho; até lá, o clube se prepara para uma passagem de liderança descrita pelos envolvidos como planejada e pacífica.

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