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Febre amarela requer cuidados para prevenção

Diretora de imunização Helena Sato conversou com a CBN Ribeirão
Febre amarela prevenção
Diretora de imunização Helena Sato conversou com a CBN Ribeirão

Diretora de imunização Helena Sato conversou com a CBN Ribeirão

A febre amarela, embora não seja mais uma doença comum no Brasil, ainda merece atenção, especialmente em períodos de maior circulação do vírus. Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria de Saúde do Estado, esclarece os principais pontos sobre a doença e a importância da vacinação.

O Cenário Atual da Febre Amarela no Brasil

Apesar de casos esporádicos, como o surto de 2009 em São Paulo com 27 ocorrências na região sudoeste (Botucatu, Sorocaba e Perva), o Brasil não registra casos de febre amarela urbana desde a década de 1930. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos: Aedes em áreas urbanas e Haemagogus ou Sabethes em áreas rurais. Contudo, a doença ainda persiste e exige vigilância, principalmente durante as férias.

Sintomas, Gravidade e Prevenção

O vírus da febre amarela pode ser assintomático em 90% dos infectados ou causar sintomas leves, semelhantes a uma virose. A preocupação maior reside nos 10% que desenvolvem complicações. Nesses casos, o vírus ataca o fígado, podendo causar febre e icterícia (olhos amarelados). A gravidade pode levar a hemorragias e, infelizmente, ao óbito. A melhor forma de prevenção é a vacinação.

Vacinação: Recomendações e Contraindicações

Alguns países exigem o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela para turistas. No Brasil, a vacinação é recomendada para quem viaja para os estados do Norte e Centro-Oeste (Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais e Goiás), além das regiões noroeste e sudoeste do estado de São Paulo, principalmente para atividades ao ar livre, como pesca e turismo. A vacina é recomendada a partir dos 9 meses de idade e, até o momento, tem validade de 10 anos. Em São Paulo, a vacina está disponível em todos os postos de saúde nos municípios das regiões noroeste e centro-oeste, e em postos de referência nos demais municípios. As contraindicações incluem reações alérgicas graves a ovo e pessoas imunodeprimidas.

A informação e a prevenção continuam sendo as maiores aliadas contra a febre amarela, garantindo a segurança de todos.

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