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Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul diz que não há risco de faltar arroz apesar das chuvas

Cerca de 84% da safra já foi colhida, mas dificuldade de transporte devido as enchentes é o motivo do aumento nos preços
Federação de Agricultura do Rio Grande
Cerca de 84% da safra já foi colhida, mas dificuldade de transporte devido as enchentes é o motivo do aumento nos preços

Cerca de 84% da safra já foi colhida, mas dificuldade de transporte devido as enchentes é o motivo do aumento nos preços

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul garante que não há risco de desabastecimento de arroz no país, apesar do aumento de preços observado desde as enchentes que atingiram o estado. Autoridades do setor e representantes do varejo ouvidos pelo Jornal da CBN dizem que o problema atual é logístico, não de produção.

Produção e estoques suficientes

O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção brasileira de arroz. Segundo Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do estado, cerca de 84% da safra já foi colhida, volume que, na avaliação da federação, é suficiente para abastecer o mercado interno pelos próximos dez meses. “Não há risco de faltar arroz”, afirmou Pereira em entrevista.

Logística prejudicada e impacto nos preços

As enchentes comprometeram estradas e rotações logísticas, fazendo com que lotes de arroz fiquem estocados e com dificuldade de distribuição para indústrias e pontos de venda. Esse gargalo explicaria a alta de cerca de 15% registrada na última semana. Pesquisa rápida no varejo de Ribeirão Preto apontou preços de pacotes de 5 kg entre R$ 25 e R$ 38, variando conforme a marca.

Medidas do governo e do varejo

Rodrigo Canezim, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (APAS), afirmou que indústrias e o governo federal já sinalizaram a possibilidade de importar arroz caso seja necessário para garantir abastecimento e tentar conter a alta de preços. Canezim também disse que, embora tenha havido episódios de limitação de compra em alguns mercados — especialmente em Minas Gerais — essa prática não é generalizada. Em Ribeirão Preto, por exemplo, não há restrição por mercado, e prateleiras aparentemente mais vazias podem refletir atraso na reposição ou aumento temporário da demanda por cestas básicas destinadas às vítimas das enchentes.

Especialistas ouvidos ressaltam que, enquanto as rotas forem normalizadas, o consumidor pode enfrentar preços mais altos e alguma volatilidade nas prateleiras, mas não há indício de desabastecimento generalizado. Importações e estoques já existentes devem garantir o fornecimento nos próximos meses.

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