Segundo Yussif Mere Junior, as denúncias de esgotamento dos profissionais de nível médio e técnico, caso aconteçam, são pontuais
Uma pesquisa recente da Fiocruz revelou dados preocupantes sobre a realidade de profissionais de saúde de nível médio e técnico no Brasil. De acordo com o estudo, 80% dos 21 mil entrevistados relatam desgaste profissional, estresse psicológico e esgotamento mental.
Rotina de trabalho e desigualdade
O estudo aponta uma rotina marcada por desigualdade, exploração e preconceito. Muitos profissionais atuam de forma invisível dentro das organizações, cumprindo ordens sem o devido reconhecimento.
A visão da Federação dos Hospitais
Em entrevista à CBN, Yussef Aliméri Júnior, presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, comentou sobre a pesquisa. Embora reconhecendo momentos de estresse durante a pandemia, especialmente nas três ondas mais críticas (2020, 2021 e final de 2021), ele discorda da generalização dos resultados. Júnior afirma que, apesar de salários ainda aquém do desejado, a valorização desses profissionais tem aumentado, principalmente em comparação com a década de 1980. Ele também destaca a importância da regulamentação e a atuação da vigilância sanitária na garantia do fornecimento de EPIs.
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A necessidade de mudanças
A questão dos salários e da falta de reconhecimento desses profissionais de saúde de nível médio e técnico é um problema sistêmico, segundo Yussef. Ele defende a necessidade de maior cobrança da população aos governantes para que o setor da saúde tenha o destaque e a remuneração que merece. A comparação com países como a Alemanha, onde o setor da saúde é um importante motor da economia, ilustra a necessidade de mudanças para garantir uma melhor qualidade de vida à população brasileira.



