Marcelo Eduardo Lüders, Presidente do Ibrafe, assegura que será bom investimento para os produtores da região de Ribeirão
Menor área plantada, mas perspectivas positivas para o feijão
A área destinada ao plantio de feijão no Brasil vem caindo ano após ano, principalmente devido à concorrência com a soja e o milho, culturas com forte demanda externa. Apesar disso, o consumo interno permanece alto, girando em torno de 223 mil toneladas. Essa diferença entre produção e consumo destaca a importância do estoque interno para garantir o abastecimento.
Mercado aquecido e boas oportunidades para produtores
Segundo Marcelo Eduardo Lüdes, presidente do Ibrafio (Instituto Brasileiro de Feijão), fatores como a guerra na Ucrânia e problemas com fertilizantes devem impulsionar o mercado de feijão, tanto interno quanto externo, na próxima safra. Isso representa uma excelente oportunidade para os produtores, especialmente no interior de São Paulo, e na região de Ribeirão Preto. Com a expectativa de uma cobertura de mercado mais curta, o plantio de variedades como feijão carioca, preto, rajado e vermelho se mostra bastante promissor.
Expectativa positiva para a próxima safra
A demanda aquecida, impulsionada pelo aumento do acesso da população à renda, e a perspectiva de maior demanda mundial, indicam um cenário positivo para a comercialização de feijão em 2024. Embora a área plantada em 2023 seja a menor desde 1976 (segundo a Conab), uma boa colheita entre janeiro e março pode resultar em produção superior à do ano anterior, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
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Apesar do desafio da redução na área plantada, as perspectivas para o setor feijão são animadoras. A combinação de fatores econômicos e a demanda tanto interna quanto externa sugerem um cenário positivo para os produtores que se prepararem para a próxima safra.