Feijão carioca, que é o mais usado pelos brasileiro, oscila de R$ 7 até R$ 12; economista comenta sobre a elevação no preço
O preço do feijão disparou no início de 2023, com aumentos próximos a 20%. Para driblar os valores altos, consumidores têm mudado seus hábitos de compra, optando por compras semanais em busca de ofertas.
Impacto do Clima e Custos de Produção
A economista Paula Velho aponta o clima como um dos principais vilões. As condições climáticas adversas prejudicaram a produção, impactando diretamente o preço final. A isso se soma a alta nos custos de produção, impulsionada pela guerra na Ucrânia. O aumento no preço do petróleo, fertilizantes e transporte elevou os custos para os produtores, que migraram para culturas mais lucrativas, como soja e milho.
O Feijão Carioca e a Falta de Importação
O feijão carioca, o mais consumido no Brasil, foi o mais afetado, com preços significativamente mais altos. Diferentemente do feijão preto e rajado, que podem ser importados da Argentina, o carioca não tem essa alternativa, agravando a situação.
Perspectivas para o Preço do Feijão
A perspectiva para o primeiro semestre de 2023 não é otimista. A economista prevê que a redução de preços só deve ocorrer no segundo semestre, com o início da safra de outubro. Até lá, a recomendação é pesquisar preços entre as diferentes variedades de feijão e considerar alternativas mais acessíveis, como lentilha (com queda de 20% no preço) e grão-de-bico (com redução de 14%). A soja em grão, por sua vez, manteve o preço estável.



