Comerciantes esperam que o movimento se normalize na próxima semana; abastecimento de produtos ficou prejudicado
Após dias de greve dos caminhoneiros, a situação em Ribeirão Preto começa a se normalizar, mas ainda há desafios pela frente. A reportagem foi às ruas para averiguar os impactos e a recuperação do setor.
Feiras Livres Retomam a Rotina
Na feira do Jardim Paulista, a maioria dos feirantes já trabalha normalmente. Há grande variedade de frutas, verduras e legumes, com preços estáveis. A Cespe, responsável pelo abastecimento de 120 cidades da região, trabalhou intensamente durante a madrugada para garantir a distribuição dos produtos. Elizabeth, frequentadora da feira, relata que os preços estão acessíveis e a situação melhorou significativamente. Norival Merino, feirante, afirma que a normalização total deve ocorrer na próxima semana, com exceção de alguns produtos como a banana, que ainda apresenta baixa disponibilidade devido ao tempo de colheita e transporte.
Impacto nas Indústrias de Carne
As indústrias de carne processada da região ainda sentem os efeitos da greve. A matéria-prima está retornando aos poucos, mas o prejuízo é considerável. Em Cajuru, uma indústria recebeu 26 toneladas de carne bovina, quantidade suficiente para apenas um dia de produção. A paralisação causou prejuízos estimados em dois milhões de reais para algumas empresas. Em Dumont, uma indústria teve sua produção reduzida em 80%, com um aumento de 15% no custo de matéria-prima para embutidos. A recuperação total deve levar cerca de 20 dias, de acordo com os empresários do ramo.
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Apesar dos desafios remanescentes, a normalização do abastecimento de alimentos e a retomada das atividades econômicas em Ribeirão Preto seguem em andamento. A situação, embora ainda não totalmente resolvida, demonstra sinais positivos de recuperação gradual, com a expectativa de que as próximas semanas tragam uma estabilidade maior ao mercado local.



