Agrishow e ExpoZebu pensam em protocolos para manter a data de realização neste primeiro semestre; ouça o ‘Giro do Agro’
Feiras Agropecuárias em Risco de Adiamento
Com o agravamento da pandemia e o atraso na vacinação, importantes eventos agropecuários brasileiros enfrentam a possibilidade de novos adiamentos. A AgriShow, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, que em 2019 gerou quase R$ 3 bilhões em negócios, prevista para Ribeirão Preto entre 21 e 25 de junho, é um exemplo. Em 2020, o evento foi cancelado em abril. A organização deve anunciar nos próximos dias se mantém ou não a data, considerando a possibilidade de um formato híbrido, com parte presencial (público limitado) e parte online.
Espoagro e os Desafios da Realização Presencial
A tradicional Espoagro, em Uberaba (MG), mantém a programação para 1º a 9 de maio, porém, com limitação de público a 1.300 pessoas por dia, contingenciando a realização do evento à redução de casos e internações por Covid-19. A organização planeja um rigoroso controle sanitário, incluindo testes negativos para Covid-19, desinfecção, higienização e a oferta de exames aos visitantes. Uma programação virtual via YouTube também está nos planos.
Impacto Econômico e Previsões
A edição 86 da Espoagro, antes da pandemia, projetava reunir 300 mil pessoas e gerar R$ 250 milhões em faturamento. A incerteza sobre a realização das feiras reflete o impacto econômico da pandemia no setor agropecuário e a necessidade de equilibrar a retomada de eventos presenciais com a segurança sanitária.
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O cenário para as principais feiras agropecuárias brasileiras permanece incerto, dependendo diretamente do controle da pandemia e da evolução da vacinação. A busca por formatos híbridos e protocolos sanitários rígidos demonstra a adaptação do setor a essa nova realidade.