Depois de dois anos sem realização presencial, um dos grandes eventos do setor sucroenergético, sucroalcooleiro está de volta!
A Fena-Sucro, realizada em Sertãozinho, interior de São Paulo, marcou a retomada das grandes feiras presenciais do setor sucroenergético após dois anos de restrições. O evento, considerado um dos mais importantes do setor, reuniu empresas e prestadores de serviços, apresentando inovações e tendências para os próximos anos.
Inovações e Eficiência na Produção
A feira destacou a busca por eficiência produtiva, considerando o uso de recursos como capital, maquinário, insumos e defensivos agrícolas. A ênfase foi no manejo e na otimização dos processos para aumentar a produtividade, sempre levando em conta os aspectos ambientais, sociais e econômicos. A sustentabilidade e a agenda ESG (Environmental, Social, and Governance) foram temas centrais, com foco em práticas mais amigáveis ao meio ambiente e em uma utilização mais consciente dos recursos naturais.
O Brasil e a Liderança no Setor Sucroenergético
O Brasil, pioneiro na produção de etanol, discutiu sua posição atual no mercado global. Apesar de ser o maior produtor de etanol, o país perdeu a liderança mundial na década de 2010 para os Estados Unidos, que utilizam o milho como matéria-prima. A tecnologia flex, exclusiva do Brasil desde 2003, que permite a utilização de etanol ou gasolina nos veículos, foi destacada como um diferencial competitivo.
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Cenário Econômico e Preço dos Combustíveis
A recente redução no preço da gasolina, resultante da queda no mercado internacional do barril de petróleo e da redução tributária, foi analisada. Embora seja uma boa notícia para o consumidor, a preocupação reside na sustentabilidade dessa redução a longo prazo. A necessidade de uma política energética consistente para o Brasil, que contemple o setor de transporte, foi apontada como fundamental para o futuro.
Em resumo, a Fena-Sucro demonstrou a vitalidade do setor sucroenergético brasileiro, apresentando novas tecnologias e discutindo os desafios e oportunidades do mercado. A busca por eficiência, sustentabilidade e uma política energética eficaz foram os principais pontos abordados.