Expectativa é que o padrão de chuvas seja alterado o que afeta a cadeia produtiva; ouça o ‘Giro do Agro’ com Andrielly Ferro
O fenômeno El Niño, após três anos de ausência, retorna e promete mudanças significativas no cenário agrícola brasileiro e mundial. Um boletim recente do centro americano de previsão climática confirmou sua atuação, com impactos previstos nas chuvas e temperaturas em diversas regiões produtoras.
Impactos na produção de grãos
No Brasil, o El Niño deve trazer um inverno mais úmido e temperaturas acima da média nas regiões produtoras de trigo, aumentando o risco de doenças fúngicas e afetando a colheita. Para o milho e a soja, as projeções indicam um verão mais seco e quente, principalmente no Mato Grosso, comprometendo a germinação e a produtividade. A região Sul, principal produtora de arroz, pode enfrentar desafios com o excesso de chuvas, prejudicando o desenvolvimento das plantas.
Desafios e oportunidades para outros cultivos
A cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve sofrer menos influência direta do El Niño, embora as temperaturas acima da média possam acelerar a perda de umidade. Apesar do risco de redução na produtividade, a maior concentração de sacarose pode ser um fator positivo. Já a produção de café no Sudeste deve permanecer estável, com exceção de Rondônia, que pode enfrentar um período de seca, causando danos às plantações.
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Perspectivas e monitoramento
O El Niño trará alterações significativas no padrão de chuvas e temperaturas em diversas regiões do Brasil, impactando diretamente a produção agrícola. O monitoramento constante das projeções climáticas é crucial para que produtores possam se adaptar e mitigar os riscos, garantindo a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor. Acompanharemos os próximos desenvolvimentos e atualizaremos as informações conforme necessário.