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Fernando Haddad propõe reoneração gradual da folha de pagamento entre medidas para reduzir déficit

Ministro da Economia anunciou conjunto de medidas para equilibrar contas públicas e buscar "déficit zero"; economista analisa
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Ministro da Economia anunciou conjunto de medidas para equilibrar contas públicas e buscar "déficit zero"; economista analisa

Ministro da Economia anunciou conjunto de medidas para equilibrar contas públicas e buscar “déficit zero”; economista analisa

O ministro da Economia, Fernando Haddad, anunciou novas medidas econômicas, focando principalmente na desoneração da folha de pagamento. A proposta prevê uma reoneração gradual, buscando um equilíbrio entre a necessidade de arrecadação e a manutenção de empregos.

Reoneração Gradual da Folha de Pagamento

Haddad justificou a medida pela necessidade de ajustar as contas públicas, argumentando que manter a desoneração em 17 setores, como aprovado pelo Congresso, geraria um rombo significativo no orçamento. A proposta busca uma transição equilibrada, evitando impactos bruscos sobre as empresas, mas garantindo a arrecadação necessária.

Cenário Econômico Positivo e Perspectivas para 2024

Apesar dos desafios fiscais, o cenário econômico em 2023 apresentou resultados positivos. O crescimento do PIB deve ficar acima de 3%, com a valorização da bolsa, a apreciação do real e a queda da taxa de juros. Para 2024, a expectativa é de um déficit próximo de zero, dependendo da aprovação das medidas de reoneração. Caso a reoneração não seja aprovada integralmente, um pequeno déficit ainda é considerado possível, sem representar grandes riscos à economia.

Implicações e Desafios

A proposta de reoneração gradual enfrenta desafios políticos e jurídicos. O veto presidencial à desoneração, derrubado pelo Congresso, criou um impasse que pode ser resolvido pelo Judiciário. A complexidade da situação exige um debate aprofundado, setor a setor, para minimizar os impactos negativos sobre as empresas e garantir a saúde das contas públicas. O sucesso da medida dependerá da capacidade de diálogo e negociação entre o governo, o Congresso e os setores empresariais.

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