Ribeirão Preto fica atrás apenas da capital no número de clinicas especializadas no assunto
A decisão de adiar a gravidez tem se tornado cada vez mais comum entre as mulheres brasileiras. Dados do IBGE mostram um aumento de 27% no número de gestantes com mais de 40 anos nos últimos 16 anos, impulsionando o crescimento da fertilização in vitro.
Fertilização in vitro no Brasil: crescimento e desafios
O crescimento da fertilização in vitro no Brasil tem sido expressivo. Segundo a Anvisa, entre 2011 e 2016, houve um aumento de quase 150% nos procedimentos. São Paulo concentra 45% dos processos de reprodução humana assistida no país, com um salto de 6.522 casos em 2011 para 15.191 em 2023. Apesar disso, o médico ginecologista e obstetra Marcos Moura afirma que o Brasil realiza apenas 10% dos procedimentos que teria capacidade técnica para realizar, devido a fatores como desconhecimento e dificuldades financeiras.
A realidade em Ribeirão Preto e o acesso para casais homoafetivos
Ribeirão Preto destaca-se como a segunda cidade paulista com maior número de clínicas de reprodução humana assistida, atrás apenas da capital. A fertilização in vitro também tem sido uma opção para casais homoafetivos, como o caso da empresária Daniele Nascimento, que, após um procedimento há sete anos, espera seu segundo filho através de sêmen de banco.
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Preconceito e custos: obstáculos a serem superados
Daniele relata ter enfrentado preconceito devido à sua opção sexual e à escolha da fertilização in vitro, com alguns questionando a naturalidade do processo. O custo do tratamento, que varia entre R$ 11.000 e R$ 20.000, também representa um obstáculo, embora algumas clínicas ofereçam programas com descontos de até 75%. Apesar dos desafios, a tendência é de crescimento contínuo da fertilização in vitro no Brasil, impulsionada pela demanda reprimida e pelo aumento da conscientização sobre as técnicas de reprodução assistida.



