José Carlos de Lima Júnior analisa as compras e vendas de empresas na coluna ‘CBN Agronegócio’
Aquisições no Agronegócio: Um Mercado em Ebulição
O final de 2021 mostrou um movimento intenso de compras e aquisições no setor do agronegócio. Duas grandes operações marcaram a semana: a compra da fertilizante Hehringer, empresa em recuperação judicial com participação de capital russo, e a aquisição pela Camil Alimentos de uma empresa de café, também em recuperação judicial. Essas transações demonstram uma tendência de aproveitamento de oportunidades por empresas capitalizadas.
Diversificação e Gestão de Riscos
A aquisição da empresa de café pela Camil, tradicionalmente focada em arroz, ilustra uma estratégia crescente de diversificação de negócios no setor. Essa movimentação visa reduzir a exposição ao risco, distribuindo os investimentos em diferentes mercados e produtos. A expectativa é que essa tendência se fortaleça em 2022, impulsionada pela disponibilidade de empresas com caixa robusto e pela existência de oportunidades em recuperação judicial.
Impacto no Preço para o Consumidor?
Embora as estratégias de aquisição e diversificação sejam comuns no mercado, o impacto direto no preço final para o consumidor é considerado baixo. A preocupação maior seria com a concentração de mercado, ou seja, a diminuição do número de empresas concorrentes em um mesmo produto. No entanto, o cenário atual indica que essa concentração não representa uma ameaça significativa, mantendo a competitividade e evitando aumentos de preços abusivos.
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As aquisições envolvendo empresas em recuperação judicial seguem um processo que inclui negociações com credores e avaliação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), garantindo que as operações sejam benéficas para a sociedade e não prejudiquem a concorrência. O mercado permanece dinâmico e atento às oportunidades, impulsionando a consolidação e a diversificação no agronegócio brasileiro.