Médico infectologista, Benedito Fonseca, afirma que as aglomerações são as principais propagadoras da doença
O período pré-natalino em Ribeirão Preto apresentou taxas de distanciamento social preocupantemente baixas, chegando a ficar bem abaixo de 50%, segundo dados acompanhados pelo Jornal da CBN. Embora tenha havido uma melhora entre quinta-feira e o fim de semana, com taxas atingindo 50%, a situação gerou grande preocupação entre os médicos.
Preocupação com o colapso hospitalar
Médicos temem um novo colapso nos hospitais em janeiro devido ao aumento de casos, resultado do baixo índice de isolamento social. O infectologista Benedito Lopes da Fonseca, do Hospital das Clínicas, explica que aglomerações aumentam significativamente a transmissão do vírus, especialmente considerando a existência de "sub-disseminadores" que podem infectar um número muito maior de pessoas.
Nova variante e risco aumentado
A preocupação se agrava com a nova mutação do coronavírus, já detectada no Reino Unido e com casos em estudo no Brasil. Essa variante apresenta um risco de transmissão 70% maior, o que pode levar a um aumento proporcional no número de casos e óbitos. A falta de dados precisos sobre a transmissibilidade dessa variante no Brasil aumenta ainda mais a incerteza.
Medidas mais rígidas são necessárias
Diante desse cenário, medidas de distanciamento social mais rígidas se fazem necessárias. Os dados de isolamento social são monitorados pelas operadoras de telefonia móvel e repassados aos governos estadual e municipal, que definem as medidas de combate à pandemia. A situação exige atenção e cautela da população, reforçando a importância do cumprimento das regras de prevenção.


