Mecanismo permite o uso de dinheiro que ainda não foi depositado na conta; benefício é para quem tem renda de até R$ 2.640
A Caixa Econômica Federal iniciou nesta terça-feira a contratação de financiamentos imobiliários com uso do chamado FGTS Futuro, mecanismo que permite utilizar depósitos que ainda serão creditados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para complementar o valor financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
Quem pode usar e para que serve
O FGTS Futuro está disponível para trabalhadores com renda de até R$ 2.640,00 interessados na compra de imóveis novos ou usados pelo programa habitacional. Segundo a Caixa, o recurso pode ampliar a capacidade de financiamento do beneficiário, aumentando o valor máximo do crédito concedido.
Como funciona a autorização e o bloqueio dos saldos
O mecanismo exige que o titular da conta vinculada do FGTS autorize, no momento da contratação, a vinculação (bloqueio) dos saldos futuros das suas contas do FGTS por um prazo de 120 meses. A autorização pode ser feita diretamente pelo aplicativo do FGTS. Os valores escolhidos para garantia permanecerão bloqueados até a quitação total do saldo devedor.
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Direitos do trabalhador e riscos em caso de demissão
Em caso de demissão, o trabalhador não poderá sacar o saldo da conta que estiver comprometido com o financiamento; esse montante será utilizado para reduzir a dívida. O único valor que permanece disponível ao trabalhador é o recolhimento da multa rescisória de 40% sobre o FGTS, que não fica vinculado ao financiamento. A Caixa, na condição de agente financeiro, informará ao interessado a capacidade de pagamento tanto com quanto sem a utilização dos depósitos futuros.
A opção pelo uso do FGTS Futuro deve ser tomada no momento da contratação do financiamento e não poderá ser adotada posteriormente. A Caixa reforça que a decisão é exclusiva do trabalhador e que a medida vale apenas para novos contratos habitacionais.



