Carro foi fabricado por 37 anos e caiu no gosto do brasileiro; ouça a coluna ‘CBN Giro Sobre Rodas’ com Tiago Songa
Depois de 37 anos no mercado brasileiro, o Fiat Uno se despede dos motoristas. Lançado em 1984 como substituto do 147, o veículo marcou gerações e se tornou um ícone da indústria automobilística nacional.
O Sucesso do Uno
O sucesso do Uno está intrinsecamente ligado à sua chegada ao Brasil em um momento em que a Fiat ainda buscava consolidação no mercado. A estratégia da montadora de oferecer um veículo popular, inicialmente com motor 1.3, e posteriormente com o icônico motor 1.0 do Mille (graças a um incentivo governamental para carros com até 1000 cilindradas), foi crucial para seu sucesso. Estimativas apontam que foram vendidas 4,5 milhões de unidades do Uno apenas no Brasil, tornando-se o carro mais vendido da Fiat na América do Sul.
A Versão de Despedida: Uno Tchau
Para celebrar a trajetória do Uno, a Fiat lançou a série especial “Tchau”, com apenas 250 unidades numeradas. Disponível em uma cor exclusiva (Cisa Silverstone), a versão conta com diversos recursos e acessórios que não eram comuns em modelos de entrada, como spoiler e retrovisores pintados de preto, criando um visual moderno e elegante. O nome “Tchau” faz referência à palavra italiana que pode significar tanto “olá” quanto “adeus”, representando um ciclo que se fecha.
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O Legado do Uno
A aposentadoria do Uno marca o fim de uma era, representando o último carro popular fabricado no Brasil em sua versão mais básica. Com preços acima de R$ 80.000,00 para a edição de colecionador, o Uno deixa um legado de versatilidade e espaço interno, características que o consagraram ao longo dos anos. Sua história abrange diversas versões, desde a picape Fiorino até modelos conversíveis, demonstrando a adaptação do veículo às diferentes necessidades do mercado. O Uno deixa saudade, mas sua marca na história automobilística brasileira permanecerá indelével.