Equipe de reportagem da CBN ouviu moradores que aguardaram mais de uma hora pelos coletivos; greve continua
A greve dos motoristas de ônibus em Ribeirão Preto continua causando transtornos para a população. Sem acordo entre o sindicato e o Consórcio Pró-Urbano, apenas 50% da frota opera nos horários de pico e 35% no restante do dia, gerando longas filas e atrasos.
Passageiros enfrentam dificuldades
Passageiros relatam dificuldades para chegar aos seus destinos. Dona Sônia Aparecida da Silva, doméstica, afirma ter esperado cerca de uma hora por um ônibus na quinta-feira. Na terça-feira, seu patrão arcou com as despesas de transporte, mas na quinta-feira, ela teve que esperar longamente. Outra passageira, dona Cláudia Camargo, também doméstica, relata ônibus superlotados e atrasos constantes para chegar ao trabalho desde o início da greve.
Impactos da paralisação
A situação afeta diretamente a rotina dos trabalhadores que dependem do transporte público. Os ônibus lotados oferecem condições de viagem insalubres e perigosas. A falta de transporte público eficiente impacta a produtividade e gera atrasos no trabalho, além de causar transtornos e custos adicionais aos passageiros.
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Proposta e próximos passos
A greve começou após os motoristas rejeitarem uma proposta de aumento salarial de 12,47%. Eles reivindicam reajuste salarial, aumento de benefícios como vale-alimentação e participação nos lucros. Uma nova reunião está marcada para a próxima terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas, com a Prefeitura e o Consórcio Pró-Urbano. Até lá, a operação parcial dos ônibus será mantida, com 50% da frota em horários de pico e 35% no restante do dia. O Consórcio Pró-Urbano afirma ter feito todos os esforços possíveis para atender a população, mas não tem mais condições de avançar nas negociações.



