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Fila por ortopedista na rede pública demora meses

Pacientes dizem que há pouco especialistas e que a busca por agendamento virou rotina
Ortopedista público
Pacientes dizem que há pouco especialistas e que a busca por agendamento virou rotina

Pacientes dizem que há pouco especialistas e que a busca por agendamento virou rotina

Falta de ortopedistas na rede municipal de Ribeirão Preto preocupa moradores

Moradores de Ribeirão Preto que precisam de atendimento ortopédico na rede municipal de saúde enfrentam dificuldades devido à falta de médicos especialistas. Vera Lúcia Captá, diarista, relata o caso de sua filha de quatro anos, que precisa de avaliação ortopédica. Após cinco meses aguardando encaminhamento, foi informada de que não há ortopedistas disponíveis na rede. A demora preocupa Vera Lúcia, pois o problema da filha pode piorar com o tempo.

Longas esperas e desespero pela falta de atendimento

Sandra Gush, que sofre com problemas na coluna e joelhos, também relata dificuldades em conseguir atendimento. Há seis meses aguarda um retorno com seu ortopedista e, mesmo tentando marcar consultas em postos de saúde, não obteve sucesso. A única orientação recebida foi para ligar toda semana para verificar a disponibilidade de agendamento. A situação se agrava com a falta de previsão de quando novos ortopedistas serão contratados.

Prefeitura afirma buscar soluções, mas desafios persistem

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que um ortopedista do ambulatório de especialidades da rua Minas pediu demissão, deixando apenas dois profissionais na unidade. A prefeitura afirma estar contratando um novo médico e tentando absorver os atendimentos, mas o problema persiste. A secretária da saúde, Sandra Scarpeline, já havia informado anteriormente sobre uma fila de 17 mil pacientes aguardando por consultas especializadas, com espera que pode chegar a três anos. A prefeitura pretende resolver a questão com a instalação do novo AMI (Ambulatório Médico de Integração), que deve realizar 22 mil exames por mês e oferecer 8 mil consultas em 25 especialidades. Porém, enquanto o AMI não entra em funcionamento, a população continua sofrendo com a falta de médicos especialistas.

A situação da saúde em Ribeirão Preto demonstra a necessidade urgente de investimentos em recursos humanos e infraestrutura para garantir o acesso adequado aos serviços de saúde para todos os cidadãos. A falta de médicos ortopedistas impacta diretamente a vida de muitas pessoas, causando sofrimento e atrasando tratamentos essenciais. Acompanharemos os desdobramentos desta situação.

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