A fila por próteses auditivas na região de Ribeirão Preto soma cerca de 1300 pacientes, segundo o Departamento Regional de Saúde (DRS-13). A demanda é organizada de forma regionalizada, com encaminhamento feito pelos municípios após avaliação inicial na rede básica.
Para tentar reduzir o tempo de espera, a oferta de aparelhos foi ampliada. Em 2025, eram disponibilizados 55 por mês, número que passou para 160 em 2026, mais que dobrando a capacidade de atendimento. O acesso ao aparelho auditivo começa pelas unidades básicas de saúde dos municípios. O paciente é encaminhado para consulta com otorrinolaringologista e realiza exame de audiometria, que confirma a perda auditiva.
Após essa etapa, o paciente é inserido em uma fila única do sistema regional, que organiza os atendimentos no Hospital das Clínicas, responsável pela concessão das próteses. A gestão da fila é feita pelos municípios, que também avaliam a gravidade de cada caso. Pacientes com maior urgência, como crianças ou pessoas com condições mais graves, têm prioridade e não aguardam na fila.
Segundo a DRS, esses casos são encaminhados diretamente para atendimento no Hospital das Clínicas, enquanto os demais seguem a ordem de inserção no sistema.
O atendimento não se limita à entrega do aparelho auditivo. O Hospital das Clínicas também realiza o acompanhamento do paciente, incluindo adaptação ao uso, ajustes e manutenção do equipamento. Além disso, a substituição dos aparelhos, que ocorre em média a cada cinco anos, também é garantida pelo serviço.
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Ampliação
Para aumentar a capacidade de atendimento, a DRS iniciou um processo de capacitação de profissionais da região. A ideia é descentralizar parte do acompanhamento, permitindo que municípios auxiliem na adaptação dos pacientes.
Com isso, o Hospital das Clínicas passa a focar nos casos mais complexos e na entrega dos aparelhos, enquanto o suporte básico pode ser feito mais próximo da população.



