A coluna Cinema desta semana analisa o filme A Meia-Irmã Feia, produção alemã disponível na plataforma MUBI e para aluguel no Prime Video, que apresenta uma releitura sombria do conto da Cinderela. O longa, indicado ao Oscar de cabelo e maquiagem, chama atenção por adotar o subgênero body horror, com cenas fortes e abordagem visceral, distantes da versão romantizada popularizada pela Disney.
Na crítica, o ator e crítico Marcos de Castro destaca que a narrativa é contada a partir do ponto de vista de uma das filhas da madrasta, considerada “feia” dentro dos padrões da época. Em um contexto de pobreza e pressão social, a personagem se submete a procedimentos estéticos brutais para tentar ser aceita e escolhida pelo príncipe, o que escancara uma crítica contundente aos padrões de beleza e à busca obsessiva por aceitação.
O comentário também contextualiza a origem histórica do conto da Cinderela, lembrando que as versões mais antigas já tinham elementos grotescos e violentos, bem diferentes do imaginário infantil. Além da análise do filme, a coluna aborda a importância da nova lei paulista que obriga sessões de cinema adaptadas para pessoas com transtorno do espectro autista. Para entender melhor essa releitura impactante e a discussão sobre inclusão no cinema, o convite é para ouvir a coluna completa no site da CBN Ribeirão Preto.
Confira o trailer oficial do filme:




