Confira a resenha da produção com o ator e crítico de cinema, Marcos de Castro; ouça a coluna ‘Cinema’
Depois do Universo, filme brasileiro disponível no streaming, conquista o Top 10 global da Netflix, chamando a atenção para a qualidade da produção nacional.
Sucesso Internacional e Reconhecimento da Técnica Brasileira
O filme alcançou uma posição de destaque no ranking global da Netflix, um feito significativo para o cinema brasileiro. A produção chama atenção pela impecabilidade técnica, com fotografia, edição e enquadramentos de alto nível, a ponto de ser confundido com uma produção norte-americana. Esse sucesso demonstra a crescente capacidade técnica do cinema brasileiro e a possibilidade de competir no mercado internacional.
A História e o Desempenho do Elenco
Depois do Universo conta a história de uma cantora que luta contra o Lupus e precisa de um transplante de rim, se apaixonando pelo médico que a acompanha. Apesar da trama ser considerada clichê, semelhante a outros filmes do gênero “teen drama hospitalar”, o desempenho dos atores principais, Henrique Zaga e Giulia Be, é elogiado, embora seja apontada a responsabilidade de carregar o filme sozinhos. O filme é descrito como emocionante e com um final surpreendente, que foge dos padrões previsíveis do gênero.
Uma Produção que Transcende o Clichê
Embora a narrativa se baseie em um tema já explorado, o filme se destaca pela beleza da fotografia, que lembra contos de fadas, contrastando com a gravidade da temática central. Essa escolha estética ameniza o peso da história, sem diminuir a importância dos problemas apresentados. A inspiração em melodramas clássicos de Hollywood, aliada à história pessoal do diretor, Diego Freitas, cuja mãe passou por situação semelhante à retratada no filme, confere uma profundidade emocional especial à produção. O resultado é uma obra comovente e de grande qualidade técnica, que merece ser assistida.



