Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
A cinebiografia de Elis Regina, lançada recentemente, retrata a trajetória da cantora desde a adolescência até sua morte aos 36 anos, em 1986. O filme busca proporcionar ao público uma experiência nostálgica, permitindo matar a saudade da artista e de sua época.
Uma Saudade Musical
Para os fãs que conhecem a música de Elis, mas não a história por trás dela, o filme oferece uma jornada pela vida e carreira da artista. A produção se concentra na trajetória musical de Elis, mostrando como ela conquistou o sucesso e influenciou a cena musical brasileira, especialmente no fim da Bossa Nova. A trilha sonora é um dos pontos altos, permitindo ao espectador reviver a magia da voz inconfundível da cantora.
Entre a História e a Música
Apesar do foco na música, o filme peca ao simplificar alguns aspectos da vida de Elis, como sua luta contra a ditadura militar. A produção se aproxima mais de um musical dos anos 30 e 40, com uma narrativa mais leve e centrada na performance musical. Embora não aborde a fundo o contexto político e social da época, o filme compensa com a excelente interpretação de Andrea Horta, que personifica Elis com maestria, tanto vocalmente quanto em seus gestos e postura no palco.
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Sucesso Crítico e Artístico
A escolha de Andrea Horta como protagonista se mostra acertada. A atriz não imita Elis, mas sim a personifica, transmitindo a energia e a força da cantora. O filme, apesar de suas simplificações históricas, cumpre seu propósito de celebrar a vida e a obra de uma das maiores cantoras brasileiras, tornando-se uma cinebiografia memorável e uma ótima opção para os amantes da música brasileira. A produção se destaca como uma celebração da trajetória musical de Elis Regina, e a performance de Andrea Horta é um ponto alto indiscutível.



