Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos de Castro
50 Tons Mais Escuros, sequência do polêmico filme que explora o universo do sadomasoquismo, chegou aos cinemas gerando debates antes mesmo de sua estreia. A continuação da história de Anastasia e Christian Grey traz de volta a dinâmica sexualmente explícita, mas será que entrega o que promete?
Uma trama confusa e superficial
O filme retoma o relacionamento do casal após os eventos do primeiro longa. Anastasia, atrásra mais presente na relação, passa a ser perseguida por uma ex-submissa de Christian, Helena, que o introduziu ao sadomasoquismo. Paralelamente, Anastasia também enfrenta assédio de seu novo chefe, Jack Hyde. A narrativa se torna confusa, apresentando diversos elementos sem o devido aprofundamento. A trama se perde em subtramas e personagens, sem dar tempo ao espectador de se conectar com a história principal. A entrada da ex-submissa no apartamento de Anastasia e Christian, apesar da segurança, soa como uma paródia, enfraquecendo a tensão.
Sexo, poder e a hipocrisia da sociedade
A crítica aponta para uma superficialidade na exploração do sexo e do poder. Ao invés de um retrato honesto da sexualidade, o filme parece mais um reflexo da hipocrisia social, explorando o poder masculino sobre a mulher de forma estereotipada. A relação entre Anastasia e Christian é apresentada de forma pouco convincente, com a mulher submissa aos desejos do homem. Apesar do sucesso comercial esperado, a qualidade cinematográfica deixa a desejar, com a falta de química entre os atores prejudicando a imersão na história.
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Um romance sem química
Embora o filme tente se apresentar como uma história de amor, a falta de carisma dos atores principais e a interpretação pouco convincente atrapalham a conexão com os personagens. A ausência de química entre Dakota Johnson e Jamie Dornan torna difícil para o espectador se envolver com a trama romântica, mesmo com tentativas de apresentar um lado mais romântico de Christian. A sensação geral é de que o filme falha em entregar uma história envolvente, seja no aspecto sexual ou romântico, deixando a desejar em termos de roteiro e atuação.



