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Filme sobre a vida de Assis Chateaubriand é a dica da semana

Ouça a coluna 'CBN Cinema', com Marcos e André de Castro
Assis Chateaubriand
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O filme brasileiro “Chatô, o Rei do Brasil”, dirigido e produzido por Guilherme Fontes, finalmente chegou às telas de cinema após uma longa e tumultuada jornada. Baseado na obra “O Mônima” de Fernando Morais, o filme oferece uma versão romantizada da vida de Yassiz Chateaubriand, magnata da comunicação e fundador dos Diários Associados.

A Trama e as Delirantes Lembranças de Chatô

Marco Ricca interpreta Chateaubriand, cuja vida é revisitada a partir de um AVC que o faz delirar. Em seus delírios, um julgamento peculiar reúne antigos amores e desafetos para um ajuste de contas. A produção, marcada por polêmicas e interrupções, teve sua conclusão somente em 2015.

Uma Surpresa Agradável Após Anos de Controvérsia

Apesar das inúmeras polêmicas e investigações que cercaram o filme e seu diretor, “Chatô” surpreende positivamente. Longe de ser um fracasso, o filme estabelece um paralelo interessante com “Cidadão Kane”, de Orson Welles. Guilherme Fontes traça um retrato de Chateaubriand e sua influência na televisão brasileira, explorando o triângulo amoroso com Vivi Sampaio (interpretada por Andréa Beltrão) e Getúlio Vargas (Paulo Betti).

Humor e Nostalgia em uma Produção Atemporal

O filme também se destaca pelo humor, especialmente na exibição dos logos de patrocinadores que já não existem há décadas no Brasil. Essa característica, quase como uma chanchada, proporciona momentos de riso. A montagem, embora um pouco acelerada com muitos flashbacks, não compromete a qualidade do roteiro.

Após duas décadas de controvérsias e críticas, “Chatô” se revela um bom filme sobre a história da comunicação no Brasil, com paralelos a “Cidadão Kane”. A produção, que contou com a consultoria de Francis Ford Coppola em 1997, ameniza a imagem manchada pelas suspeitas de desvio de verbas governamentais na primeira tentativa de lançamento. Ao comparar o filme ao “Boyhood” brasileiro, a distribuidora busca ressaltar a longa jornada de produção e o impacto na cinematografia nacional. No final, “Chatô” oferece uma experiência cinematográfica válida e interessante.

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