Em outubro e novembro foram três reajustes seguidos; no último, a gasolina e o etanol subiram em média R$ 0,20
Os combustíveis voltaram a pressionar a inflação, afetando diretamente o bolso do consumidor brasileiro. Após um breve período de queda em setembro, os preços da gasolina e do etanol retomaram a trajetória de alta em outubro e novembro, com aumentos médios de 20 centavos em cada um.
Alta dos combustíveis impacta a inflação
De acordo com o IBGE, essas variações impactaram significativamente o IPCA, índice que mede a inflação. Em setembro, o índice subiu pouco mais de meio ponto percentual, e a projeção é de que a inflação seja ainda maior em outubro. A gasolina, que chegou a custar R$ 7,00 em alguns locais, permanece acima dos R$ 6,00 por litro em muitas regiões.
Etanol: fim da safra e preços elevados
A situação do etanol é ainda mais preocupante. O preço do litro passou de R$ 3,39 para R$ 3,59 (o mais em conta), chegando a R$ 3,99 em alguns postos de Ribeirão Preto. O fim da safra de cana-de-açúcar é apontado como o principal fator para essa alta. Com as usinas operando com estoques e sem moer cana, os preços são ajustados de acordo com a disponibilidade, impactando diretamente o custo da gasolina, que tem 27% de sua composição composta por etanol.
Preços devem continuar altos
As distribuidoras repassaram os aumentos aos consumidores, e o presidente do sindicato brasileiro das distribuidoras de combustíveis, Valdemar de Bortoli Jr., afirma que os preços podem se estabilizar em patamares mais altos. A Petrobras mantém seus preços, apesar da volatilidade do mercado internacional de petróleo, mas o fim da isenção de impostos federais e estaduais, prevista para dezembro, indica que os preços podem subir ainda mais em janeiro de 2024, caso não haja novas medidas.



