Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Após seis meses de interdição, o Parque Maurílio Biagi, importante espaço de lazer em Ribeirão Preto, foi palco de um protesto na manhã de hoje. Cerca de 15 manifestantes bloquearam o trânsito em frente ao portão principal, exigindo a reabertura do local. Faixas com mensagens como “Lazer é cultura e queremos a abertura do parque” expressavam a insatisfação popular.
O Primeiro Ato de Pressão
André Luiz Jesus, um dos organizadores do movimento, declarou à CBN que este foi o primeiro passo para pressionar o poder público. “É o primeiro passo que nós vamos dar para a liberação do parque, não somente pela liberação do parque, mas sim pelo direito ao lazer gratuito que a população tem direito”, afirmou. Ele convocou a população a se juntar à causa, anunciando um protesto em frente ao Teatro Dom Pedro II na próxima semana para recolher assinaturas a serem entregues à prefeita.
A Promessa de Reabertura e as Vistorias
Segundo os manifestantes, a reabertura do parque já foi adiada diversas vezes. Havia uma promessa inicial para o dia 20 de novembro, mas uma vistoria constatou que o espaço ainda não estava apto a receber a população com segurança. Uma nova vistoria posterior teria resolvido o problema da entrada de capivaras, vetores do carrapato, no parque. “Hoje eles falam que o carrapato existe, mas porém com uma quantidade menor e não é mais aquele carrapato agressivo como era de início. Então está liberado o parque, ele pode ser liberado”, argumentou André Luiz.
A Resposta da Prefeitura
Os manifestantes alegam que a prefeitura evita o contato e não oferece respostas claras à população. Eles questionam a justificativa para a interdição, argumentando que não houve casos de contaminação por carrapato no parque e que a região de Ribeirão Preto não apresenta um histórico significativo da doença, com exceção de um caso isolado em Jaboticabal. A assessoria de comunicação da prefeitura informou, em nota, que ainda existem carrapatos no local que precisam ser eliminados. A nota ressalta que a aplicação de inseticidas ou produtos tóxicos não é permitida, pois a área é de mananciais e o uso de produtos inadequados contaminaria as águas. Medidas alternativas estão sendo tomadas com o trabalho diário das equipes. A prefeitura afirma ter interesse em reabrir o parque o quanto antes, mas não informou uma previsão para a reabertura.
O protesto, que durou cerca de 30 minutos, demonstra a crescente impaciência da população com a demora na reabertura do Parque Maurílio Biagi. A comunidade aguarda uma solução que permita o retorno das atividades de lazer no espaço.



