Antes focados no mercado local, os frigoríficos passam a escoar sua produção para fora do país
O embargo chinês sobre a carne brasileira, vigente desde 4 de setembro, foi finalmente revogado. A suspensão das vendas, motivada por dois casos atípicos de vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso, durou três meses, apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal ter afirmado que não havia risco para a cadeia produtiva brasileira.
Retomada das Exportações e Impacto nos Frigoríficos
A decisão chinesa representa um alívio para os frigoríficos brasileiros, que poderão retomar as exportações em larga escala para seu maior comprador. Essa retomada, no entanto, tem um lado negativo para o consumidor interno.
Aumento de Preços para o Consumidor
Com a redução da oferta interna de carne, devido ao aumento das exportações, espera-se um aumento nos preços para o consumidor. Antônio 90, gerente de supermercado, afirma que os frigoríficos já estão repassando o aumento de preços, principalmente para carnes de segunda, que tiveram queda de preço nos últimos 45 dias. Ele estima um reajuste entre 10% e 15% no início do ano, impactando diretamente o consumidor que já vinha substituindo a carne por outras proteínas ou adiando compras.
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Perspectivas para o Mercado
Embora o varejo possa manter preços estáveis por algum tempo devido aos estoques, a tendência é de aumento nos preços da carne a partir de janeiro. O reajuste é considerado inevitável devido à alta demanda e à necessidade de reposição de estoques. O impacto será sentido principalmente no fim do ano e início de 2024, afetando o consumidor que planeja o tradicional churrasco de fim de ano.



