Pesquisadores vão acompanhar pacientes de 5 a 17 anos por 18 meses; coordenadora do estudo, Rafaella Fortini, traz os detalhes
A Fiocruz, em parceria com o Instituto Butantan, realiza um estudo para avaliar a aplicação das vacinas Coronavac e Pfizer em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. A pesquisa, chamada “Estudo Imunitá”, terá duração de 1 ano e 6 meses e será conduzida em Serrana (SP) e Belo Horizonte (MG).
Objetivo do Estudo
O estudo visa monitorar a resposta imunológica protetora das vacinas em crianças e adolescentes, analisando sua duração e eficácia na prevenção de infecções e internações por Covid-19. As informações coletadas auxiliarão na definição de diretrizes para a vacinação nessa faixa etária, incluindo a periodicidade e o momento ideal para a administração das doses.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa acompanha os participantes por um ano e meio após a segunda dose da vacina. São realizados encontros presenciais para coleta de amostras e monitoramento em quatro momentos críticos (1, 3, 6 meses e 1 ano). Um acompanhamento remoto também é feito para monitorar o surgimento de sintomas de Covid-19. Em casos de infecção, é realizado sequenciamento genético para identificar as variantes do vírus.
Participação e Resultados
Em Serrana, a participação ocorre no Hospital das Clínicas, sob coordenação da pesquisadora Maria Sotelha-Serve. Em Belo Horizonte, a equipe está presente em escolas selecionadas. O estudo considera a emergência de novas variantes do vírus e a necessidade de acompanhamento contínuo da resposta imunológica às vacinas. Resultados preliminares serão divulgados em breve, tanto para a comunidade científica quanto para a população em geral. A coordenadora do estudo reforça a segurança e eficácia das vacinas Coronavac e Pfizer, incentivando a vacinação de crianças e adolescentes para proteção contra a Covid-19 e suas possíveis sequelas.
A vacinação infantil é crucial para proteger crianças e adolescentes da Covid-19, suas formas graves e sequelas a longo prazo. As vacinas Coronavac e Pfizer, aprovadas pela Anvisa, são seguras e eficazes, e os pais devem ter tranquilidade em vacinar seus filhos.



