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Fiocruz monta sala de operações especiais para apoio ao Rio Grande do Sul

Quem fala destas iniciativas e das doenças que podem ser desencadeadas pela enchente é o pesquisador Rodrigo Stabeli
Fiocruz monta sala de operações especiais
Quem fala destas iniciativas e das doenças que podem ser desencadeadas pela enchente é o pesquisador Rodrigo Stabeli

Quem fala destas iniciativas e das doenças que podem ser desencadeadas pela enchente é o pesquisador Rodrigo Stabeli

Equipes federais, organizações civis e voluntários trabalham há semanas para socorrer as vítimas da maior catástrofe ambiental recente no Rio Grande do Sul, segundo autoridades. Rodrigo Estabele, pesquisador da Fiocruz, esteve na região para acompanhar a resposta à emergência e descreve um cenário de destruição extensa, com forte mobilização humanitária e desafios sanitários imediatos.

A resposta das autoridades e da Fiocruz

O governo federal mobilizou cerca de 20 mil pessoas, entre civis e militares, em ações conjuntas com o governo estadual. A Força Nacional tem atuado na organização e no planejamento das operações, incluindo a instalação de hospitais de campanha e pontos de atendimento para as populações afetadas. A Fiocruz montou uma sala de operações especiais para apoiar o planejamento federal e oferecer suporte técnico conforme necessário.

Além do apoio institucional, a mobilização popular tem sido intensa: voluntários têm doado dinheiro, alimentos, roupas e tempo para auxiliar comunidades atingidas. A coordenação das equipes no terreno envolve reuniões frequentes de planejamento para adaptar rapidamente as ações à evolução da emergência.

Riscos à saúde e medidas preventivas

A catástrofe foi classificada como nível 4 em uma escala de seis níveis de emergência, o que indica danos significativos à infraestrutura e às capacidades locais de atendimento. Estima-se que quase um milhão e meio de pessoas foram desabrigadas, das quais cerca de 300 mil estão em abrigos temporários.

Do ponto de vista sanitário, as condições do período do ano aumentam o risco de disseminação de doenças associadas à água. Equipes de saúde priorizam a triagem de pacientes crônicos nos abrigos e adotam medidas de profilaxia — inclusive contra leptospirose — cujo plano foi avaliado e considerado adequado pela Sociedade Brasileira de Infectologia. As autoridades ressaltam que os planos são dinâmicos e podem ser revisados várias vezes ao dia conforme a situação no terreno.

Cenário e impacto humano

Ao chegar à região, Estabele relata um cenário comparável a áreas de guerra: ruas submersas, bairros inteiros devastados e infraestrutura destruída. Além da perda material, a recorrência de achados macabros como corpos boiando tem marcado a operação de socorro e aumentado a carga emocional das equipes.

Os alertas ambientais prévios sobre degradação e riscos de eventos extremos reforçam o debate sobre prevenção e políticas de mitigação a longo prazo, mas, no momento, a prioridade é garantir socorro, saúde e abrigo para as populações afetadas.

As equipes permanecem mobilizadas e o trabalho de planejamento e assistência continua em caráter intensivo, com foco em reduzir riscos imediatos à saúde e reestabelecer serviços essenciais enquanto se organiza a reconstrução das áreas mais impactadas.

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