Especialista aponta que a CPFL é responsável por notificar as empresas donas dos cabos para que façam a manutenção
Ribeirão Preto enfrenta um problema antigo e perigoso: fios soltos pelas ruas. A situação coloca em risco, principalmente, motociclistas, como demonstra o caso recente do motorista Edson Dias, que se acidentou ao se enroscar em um fio na zona leste da cidade, sofrendo ferimentos nas pernas e mãos. Ele relata a rapidez do ocorrido e a falta de prevenção, ressaltando a necessidade de fiscalização constante.
Perigo constante para motociclistas e pedestres
Os fios soltos representam um perigo iminente para motociclistas e pedestres. Além dos acidentes, as condições climáticas, como fortes ventos, podem agravar a situação, causando quedas e danos. A falta de manutenção e a ocorrência de furtos contribuem para o aumento do problema, gerando um cenário urbano visualmente desagradável e inseguro.
Responsabilidades e ações
De acordo com o advogado da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito do Trânsito da UAB, a responsabilidade pela remoção dos fios é das empresas de telefonia e internet. A CPFL, por sua vez, tem o papel de identificar e notificar as empresas responsáveis. Em casos de risco iminente, as operadoras têm 24 horas para realizar o reparo, e a vítima de acidentes pode pleitear indenização por danos morais, materiais e estéticos. O município também pode ser responsabilizado subsidiariamente.
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Prevenção e denúncias
A prefeitura de Ribeirão Preto recebe denúncias de fios soltos pelo telefone 156. A CPFL afirma que os locais relatados geralmente envolvem fios de telecomunicações e que notificará as empresas responsáveis para solucionar o problema. Apesar das ações tomadas, a persistência do problema exige maior vigilância e conscientização por parte de todos os envolvidos, para garantir a segurança da população.



