Nem com o advento do PIX as pessoas deixaram de usar o papel; sobre o assunto ouça Eduardo Soares no ‘Mundo Digital’
Apesar da crescente digitalização dos pagamentos no Brasil, o cheque de papel persiste como meio de transação financeira. Em 2022, foram compensados quase 203 milhões de cheques, representando uma redução de 7% em relação a 2021, mas ainda um volume significativo.
O Cheque no Cenário Digital
A persistência do cheque se deve a diversos fatores. Para valores altos, como na compra de imóveis ou veículos, muitos ainda o consideram mais seguro, devido à assinatura e ao processo de compensação. O valor médio dos cheques compensados em 2022 foi de R$ 3.500, indicando sua prevalência em transações de maior valor. Há também a cultura de uso do cheque pré-datado, principalmente em pequenos comércios, oferecendo uma forma de crédito sem juros.
Comparação com Outros Meios de Pagamento
O surgimento do Pix revolucionou as transações financeiras de menor valor, oferecendo rapidez, segurança e praticidade. Métodos como DOC e TED, embora ainda utilizados, perderam espaço para a praticidade do Pix. O cartão de crédito, por sua vez, apresenta limitações de valor e pode ser considerado um método transitório, com a tendência de migração para pagamentos via celular.
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O Futuro dos Pagamentos
A tendência é a crescente integração dos bancos em aplicativos de celular, permitindo pagamentos via dispositivos móveis, inclusive offline. Essa evolução tecnológica visa simplificar as transações, eliminando a necessidade de cartões físicos e cheques. Embora o cheque ainda tenha seu lugar, a conveniência e a segurança dos métodos digitais provavelmente levarão à sua gradual substituição no futuro.