Empresário José Geraldo Zana é delator da Operação Cadeia Alimentar II e teria uma cobrança de R$ 1 milhão para não ser multado
A Operação Cadê a Merenda 2 desmascarou um esquema de corrupção envolvendo fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e o empresário José Roberto Osana, dono de um frigorífico em Brodosque.
Propina e sonegação
Osana, delator na operação, revelou que três fiscais – Roberto Casuo, Martins Tetsu Rataqueyama e Gilson Bissego – cobraram R$ 1 milhão em propina para não multá-lo por sonegação de R$ 32 milhões em impostos. O pagamento deveria ser feito em parcelas mensais de R$ 50 mil. A delação, que incluiu extratos bancários, levou à segunda fase da operação, com 27 prisões em cidades paulistas.
Ação da justiça
Após a deflagração da operação, a Secretaria Estadual da Fazenda demitiu ou aposentou os fiscais envolvidos. Rataqueyama teve a aposentadoria cassada, Casuo foi demitido, enquanto Bissego continua trabalhando. O contabilista Valmir Ferrato, que intermediou o contato com os fiscais, fez acordo de colaboração premiada e não foi acusado.
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Desdobramentos e consequências
A investigação, que utilizou interceptações telefônicas, revelou fraudes em licitações da merenda escolar em diversos municípios. Ainda há cinco pessoas prestando depoimentos, indicando a possibilidade de novos desdobramentos. Embora os crimes já tenham ocorrido e o dinheiro desviado, a operação trouxe à tona um esquema de corrupção e possibilitou a recuperação de recursos, além de demonstrar que há punição para esses atos. O prejuízo, contudo, já ultrapassa os R$ 30 milhões, apenas considerando a sonegação de impostos por parte do frigorífico de Osana.



