Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Uma operação do Ibama, desencadeada por uma denúncia anônima, revelou um grave crime ambiental em uma fazenda ligada à empresa Capim Comércio Agrícola e Pecuário, localizada em Luiz Antônio, às margens da Rodovia Cunha Bueno. Mais de 14 mil litros de defensivos agrícolas foram encontrados enterrados no local, levantando sérias preocupações sobre a contaminação do solo e das nascentes.
A Operação e as Evidências
Duas oficiais de justiça, munidas de um mandado de busca e apreensão, acompanharam os fiscais do Ibama na propriedade. Uma retroescavadeira foi utilizada para escavar o solo, revelando embalagens de agrotóxicos descartadas de forma irregular. A análise inicial apontou que muitos dos produtos químicos estavam com a data de validade expirada, aumentando o risco para o meio ambiente.
O Descarte Irregular e seus Riscos
Segundo Célcio Luiz Ambrosio, agente de fiscalização do Ibama, o enterramento de agrotóxicos é um procedimento totalmente inadequado. O protocolo correto para o descarte de produtos vencidos envolve acionar o fabricante para que este providencie a destinação correta. A quantidade exata de agrotóxicos enterrados ainda está sendo apurada, mas estima-se que varie entre 10 e 14 mil litros.
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A Resposta da Empresa
Em nota, a Capim Comércio Agrícola informou que foi a responsável pelo descarte, mas alega desconhecer quem o realizou de forma irregular. A empresa justificou que a vasta extensão da propriedade, com mais de 9 mil hectares sem cercas ou divisas, facilita o acesso de terceiros. A Capim Comércio Agrícola afirmou estar colaborando com as autoridades para o esclarecimento do caso.
As investigações prosseguem para determinar a extensão dos danos ambientais e identificar os responsáveis pelo descarte ilegal dos agrotóxicos.



