Em 2015, 23% das embalagens de pescados eram fraudadas por comerciantes que vendiam um peixe como se fosse outro, mais caro
A falsificação de espécies de peixes no mercado brasileiro, embora pareça improvável, é uma realidade. Comerciantes substituem peixes de alto valor por outros de qualidade inferior, rotulando-os incorretamente. Em 2015, cerca de 23% dos peixes comercializados no país foram identificados como fraudes.
Espécies Mais Afetadas
Essa prática fraudulenta afeta principalmente espécies populares durante a Quaresma e a Semana Santa, como o filé de merluza e o bacalhau. A substituição de espécies é facilitada pela similaridade entre os filés, tornando difícil para o consumidor identificar a fraude.
Como a Fraude Acontece
Segundo o fiscal federal agropecuário Paulo Lumberto Araújo, a fraude consiste em substituir peixes mais caros por peixes mais baratos. Um exemplo é a substituição do linguado, um peixe nobre, pela polaca da Alasca, um peixe de menor valor. A ausência de pele, cabeça e cauda nos filés dificulta a identificação da fraude.
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Identificação e Combate à Fraude
Os fiscais federais agropecuários são treinados para identificar essas fraudes. Mesmo com a dificuldade de identificação visual, os peixes suspeitos são enviados para o Laboratório Nacional Agropecuário em Goiânia para análise genética. Essa análise é fundamental para confirmar a fraude e inibir futuras ocorrências.
Medidas Punitivas e Preventivas
Mercados e peixarias flagrados na fraude de troca de espécies de peixes são multados e submetidos à fiscalização federal. A venda de pescado só é permitida após vistoria prévia dos fiscais. As empresas fraudulentas são submetidas a medidas cautelares, como o lacre da câmara de expedição e a avaliação fiscal prévia de todos os produtos. Essas medidas visam garantir a conformidade dos processos de fabricação e expedição.
Para denúncias e reclamações sobre a qualidade ou autenticidade dos peixes, o consumidor pode contatar a ouvidoria da fiscalização federal agropecuária através do site agricultura.gov.br.
A análise genética e a fiscalização rigorosa são ferramentas essenciais para proteger o consumidor e garantir a qualidade dos produtos oferecidos no mercado.



