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Fobia social não deve ser confundida com timidez

Ouça a coluna 'Comportamento', com Daniele Zeoti
Fobia social não deve ser confundida
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Ouça a coluna ‘Comportamento’, com Daniele Zeoti

A psicóloga Danielle Ceotti esclareceu as diferenças entre timidez e fobia social, Fobia social não deve ser confundida, destacando que, apesar de apresentarem semelhanças, essas condições possuem características distintas e impactos diferentes na vida das pessoas.

Timidez: uma característica comum e adaptativa

Segundo Danielle Ceotti, a timidez é uma reação comum e considerada adaptativa, que se manifesta como um receio moderado em situações de exposição social, como falar em público. Essa característica pode até ser benéfica, pois estimula a pessoa a se preparar melhor para enfrentar esses momentos, funcionando como um mecanismo de alerta que ajuda na adaptação social.

Fobia social: um medo excessivo e incapacitante: Por outro lado, a fobia social é caracterizada por um medo intenso e paralisante de ser humilhado ou passar vergonha em situações sociais. Este medo pode ser tão severo que impede a pessoa de realizar atividades cotidianas, como falar em público, assinar cheques na presença de outras pessoas, comer em locais públicos ou praticar exercícios físicos em ambientes sociais.

Além disso, a fobia social afeta significativamente os relacionamentos afetivos, uma vez que o medo exagerado de rejeição e ridicularização pode levar ao isolamento e à dificuldade de estabelecer vínculos interpessoais.

Sintomas físicos e psicológicos da fobia social: Danielle Ceotti ressaltou que a fobia social é uma condição incapacitante que provoca sintomas físicos de ansiedade, como taquicardia, sudorese fria e tremores, que podem surgir mesmo ao pensar em situações sociais. Esses sintomas refletem a intensidade do medo e a dificuldade que o indivíduo enfrenta para lidar com o convívio social.

Tratamento e manejo da fobia social

O tratamento recomendado para a fobia social combina o uso de antidepressivos e psicoterapia, sendo fundamental que ambos sejam realizados simultaneamente para alcançar melhores resultados. A psicóloga destacou que a fobia social é uma doença crônica, ou seja, acompanha o indivíduo ao longo da vida, mas pode ser controlada com o tratamento adequado.

Com o manejo correto, é possível melhorar a qualidade de vida nos relacionamentos pessoais e no ambiente de trabalho. A psicoterapia também desempenha um papel importante na prevenção de recaídas, ajudando o paciente a desenvolver estratégias para lidar com o medo e a ansiedade em situações sociais.

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