Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
Um incêndio de grandes proporções consumiu a vegetação nativa da mata de Santa Carlota, entre Cajuru e Santa Rosa de Viterbo, durante três longos dias. A situação mobilizou não apenas o corpo de bombeiros, mas também proprietários rurais da região, que se uniram em grupos para auxiliar no combate às chamas.
Dificuldades no Combate ao Fogo
O sargento Oscar Portela, do corpo de bombeiros de Ribeirão Preto, destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes, tanto de bombeiros quanto de brigadistas voluntários. O vento forte na região se tornou um fator complicador, dificultando o controle do avanço das chamas. A prioridade era impedir que o fogo se propagasse para áreas de mata vizinhas e, principalmente, que atingisse as margens da rodovia, evitando assim um aumento ainda maior da área devastada e o risco para residências próximas.
Impacto Ambiental e Prejuízos
O fogo chegou a se aproximar a apenas 200 metros da propriedade de Fernando da Costa, que lamentou a situação, ressaltando o prejuízo causado pela destruição da mata. Segundo ele, a vegetação nativa desempenha um papel crucial na manutenção da umidade e, consequentemente, na ocorrência de chuvas na região. O ambientalista Risieri Morgado Jr. reforçou a importância da mata como habitat de diversos animais silvestres, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como a Onça Parda, o Lobo Guará e a Jaguatirica. A área atingida pelo incêndio foi estimada em 200 hectares.
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Crise Hídrica e Racionamento
A falta de chuvas, agravada pela destruição da mata, também comprometeu o abastecimento de água na região. A diretora de comunicação da Prefeitura de Cajuru, Eliana Pereira, informou que as aulas nas escolas da cidade chegaram a ser suspensas devido à crise hídrica. A Sabesp priorizou o abastecimento de escolas e hospitais, enquanto buscava alternativas para manter o fornecimento de água, mesmo que de forma reduzida. A população tem enfrentado racionamento em diversos bairros, sem um cronograma fixo, e campanhas de conscientização sobre o uso racional da água têm sido realizadas pela Prefeitura e pela Sabesp.
Apesar dos desafios, a situação emergencial foi contornada com o uso de caminhões pipa para garantir o abastecimento das escolas, permitindo a retomada das aulas. A colaboração da comunidade e o trabalho incansável dos bombeiros e brigadistas foram essenciais para mitigar os impactos do incêndio e da crise hídrica.



