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Foi chocante, de partir o coração, historiador retrata como está o acervo dos museus Histórico e do Café

Professor José Antônio Lages afirma que algumas salas estavam vazias e várias peças que eram exibidas estavam espalhadas
acervo museus históricos
Professor José Antônio Lages afirma que algumas salas estavam vazias e várias peças que eram exibidas estavam espalhadas

Professor José Antônio Lages afirma que algumas salas estavam vazias e várias peças que eram exibidas estavam espalhadas

Os museus históricos de Ribeirão Preto, incluindo o Museu do Café, estão fechados há oito anos, e seu estado de abandono gerou preocupação e indignação. Um grupo de inspeção, formado por membros do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compac), professores de história e pesquisadores, constatou graves problemas de conservação do acervo e dos prédios.

Situação dos Museus

A visita técnica revelou um cenário alarmante: peças espalhadas, salas vazias, acervo encaixotado e coberto por sacos plásticos, e até mesmo a ausência de árvores no entorno. A grande beneficiadora de café, um dos destaques do Museu do Café, está encoberta por lonas, e a localização de muitas peças é desconhecida, sem um inventário atualizado para auxiliar na localização das peças. Há também denúncias de peças transferidas para outras instituições há décadas e nunca devolvidas.

Implicações e Ações

O presidente do Compac, Lucas Gabriel Pereira, classificou a situação como criminosa e anunciou a abertura de um processo administrativo, que pode envolver o Ministério Público, a Polícia Civil e o Tribunal de Contas. A falta de manutenção e a ausência de um laudo técnico justificando o fechamento repentino dos museus também são questionadas. A perda para a cidade é significativa, não apenas pela degradação do patrimônio histórico e cultural, mas também pela impossibilidade de acesso de gerações de estudantes e moradores.

Reflexões e Consequências

A falta de uma política consistente de preservação do patrimônio cultural em Ribeirão Preto é apontada como um dos fatores que contribuíram para a situação atual. A ausência de museólogos e historiadores na prefeitura dificulta a gestão adequada dos museus. Além da perda material, o fechamento dos museus representa uma lacuna na formação cultural da população, privando-a do acesso à história local e à memória da economia cafeeira brasileira. A urgência em solucionar o problema e garantir a preservação do acervo e a reabertura dos museus para a comunidade é crucial.

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