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Foi comemorado nesta semana o Dia Nacional do Antigomobilista, os apaixonados por carros antigas

Data, 5 de setembro, também é a que marca o início da produção do Romi-Isetta, o primeiro carro brasileiro; Tiago Songa explica
Foi comemorado nesta semana o Dia
Data, 5 de setembro, também é a que marca o início da produção do Romi-Isetta, o primeiro carro brasileiro; Tiago Songa explica

Data, 5 de setembro, também é a que marca o início da produção do Romi-Isetta, o primeiro carro brasileiro; Tiago Songa explica

O dia 5 de setembro é celebrado no Brasil como o Dia Nacional do Antigo Mobilismo, Foi comemorado nesta semana o Dia Nacional do Antigomobilista, os apaixonados por carros antigas, uma data que homenageia colecionadores e entusiastas de carros antigos. A escolha da data está relacionada ao início da produção da Romi-Isetta, considerado o primeiro automóvel nacional fabricado em solo brasileiro, em 1956.

Origem da Romi-Isetta e sua importância histórica

A Romi-Isetta foi produzida pela empresa Romi, localizada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), sob licença da Iso, da Itália. O veículo possuía motor de 250 centímetros cúbicos e características peculiares: era pequeno, com capacidade para duas pessoas, e sua porta frontal abria-se para frente, semelhante a uma geladeira. Por essas características, o carro é frequentemente descrito como um híbrido entre carro e moto.

Este automóvel marcou o início da industrialização automotiva no Brasil, sendo o primeiro veículo considerado nacional, já que mais de 50% de seus componentes eram produzidos no país. O lançamento oficial ocorreu em 1956, o que o torna um marco na história do automóvel brasileiro.

Controvérsias sobre o primeiro carro nacional: Apesar da Romi-Isetta ser amplamente reconhecida como o primeiro carro nacional, existem controvérsias. Alguns especialistas apontam o DKW-Vemag, fabricado em 16 de novembro de 1956, como o primeiro automóvel nacional, pois a empresa Vemag possuía autorização oficial para produção nacional desde essa data. A Romi-Isetta só recebeu essa autorização em 1958.

Mesmo assim, a Romi-Isetta é valorizada por sua produção anterior e por sua importância histórica, sendo celebrada anualmente no Dia Nacional do Antigo Mobilismo.

Características e curiosidades sobre a Romi-Isetta

O formato da Romi-Isetta é frequentemente comparado a um grande ovo que comporta duas pessoas. O veículo possui duas rodas dianteiras e duas pequenas rodas traseiras, que funcionam como estabilizadores. A porta frontal, que se abre para frente, permite o acesso ao interior do carro.

Um detalhe curioso é que a Romi-Isetta possuía um teto solar, o que permitia que os ocupantes ficassem em pé dentro do veículo. Essa característica foi destacada em uma cena da série “JK”, produzida pela TV Globo, que retratou a inauguração de Brasília. Na cena, o personagem Juscelino Kubitschek, interpretado por José Wilker, chega à capital em pé dentro de uma Romi-Isetta.

Comunidade e eventos de carros antigos: A paixão por carros antigos é forte em várias regiões do Brasil. Em Água de São Pedro, por exemplo, ocorre anualmente o Encontro Nacional de Picapes, que reúne colecionadores e entusiastas. A comunidade local é bastante ativa e possui exemplares raros, como a Romi-Isetta 1960 pertencente a um colecionador de Serrana (SP), que participou das gravações da série “JK”.

Os encontros de carros antigos são momentos importantes para os colecionadores, que aproveitam para exibir seus veículos, trocar experiências e fortalecer amizades. Para muitos, esses eventos são uma forma de preservar a história automotiva e manter viva a memória desses veículos que marcaram épocas.

Informações adicionais

A Romi-Isetta é um símbolo da industrialização brasileira e da cultura do automóvel antigo no país. Sua produção representou um avanço significativo na fabricação nacional de veículos, mesmo diante das controvérsias sobre qual foi o primeiro carro nacional. A celebração do Dia Nacional do Antigo Mobilismo reforça a importância da preservação desses veículos e da valorização dos colecionadores que mantêm viva essa tradição.

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