Craque do Tetra quitou os mais de R$ 500 mil que devia e evitou a perda do imóvel; Márcio Spimpolo comenta no ‘Condomínio Legal’
O ex-jogador Bebeto voltou a ser notícia depois que seu apartamento foi anunciado para leilão por falta de pagamento de taxas condominiais. Segundo o repórter Márcio Espínpolo, o imóvel estava com dívida acumulada desde 2019 que chegou a aproximadamente R$ 504 mil, mas o lance de leilão foi suspenso porque o débito foi quitado pouco antes da data marcada.
O caso e o desfecho
O processo que culminou na convocação do leilão teve início após cobranças amigáveis fracassarem. A ação judicial levou à penhora do imóvel e à posterior marcação do leilão. Até a data prevista para a disputa pública, porém, Bebeto pagou a totalidade da dívida, evitando a alienação do bem.
Como o processo avança até o leilão
Especialistas consultados explicam que a taxa de condomínio é uma obrigação vinculada ao imóvel: quando o condômino deixa de pagar, a administradora ou o síndico costuma iniciar cobranças extrajudiciais. Persistindo a inadimplência, o condomínio pode ajuizar uma ação de execução para cobrar o débito. Nesse rito, ocorre a penhora da unidade e, se a dívida não for saldada, a consequência possível é o leilão do imóvel para satisfazer o crédito.
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Papel do síndico e da administradora
O síndico é o responsável por conduzir as providências previstas na convenção do condomínio, que pode estabelecer prazos variados para a adoção de medidas — há convenções que preveem ações após o primeiro atraso e outras que aguardam 60 ou 90 dias. A administradora costuma atuar como auxiliar, enviando avisos e lembretes, mas não substitui a atuação formal do síndico nem pode, por si só, promover a cobrança judicial. Após um determinado prazo sem acordo, o síndico deve autorizar a contratação de assessoria jurídica para ingressar com a execução, na qual podem ser incluídos honorários advocatícios.
O episódio ressalta a necessidade de atenção de moradores e síndicos às regras internas e à comunicação precoce em casos de dificuldade financeira, já que o não pagamento das taxas pode, em última instância, levar à perda do imóvel.