Vitor Hugo Soares, de 16 anos, bateu a cabeça enquanto brincava com amigos na Escola Municipal Capitão Emídio, em Miguelópolis
Um estudante de 16 anos morreu após sofrer um acidente dentro da escola municipal Capitão Emílio, Foi uma fatalidade, ninguém tem culpa, mãe descarta culpados na morte do filho em escola, em Miguelópolis. O caso ocorreu na última quarta-feira, dia 11, por volta das 14h30, segundo informações do boletim de ocorrência. Vítor Hugo Barbosa Soares, aluno do 9º ano, se machucou gravemente enquanto brincava com colegas na instituição de ensino.
De acordo com relatos, a brincadeira envolvia um desafio que circulava nas redes sociais, no qual os participantes jogavam um colega para cima, e todos deveriam segurá-lo. Durante a atividade, Vítor caiu e bateu a cabeça no chão, sofrendo um traumatismo craniano. Ele foi socorrido pela ambulância da escola e levado inicialmente para um hospital em Miguelópolis. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Santa Casa de Franca, onde passou por cirurgia, mas não resistiu.
“Eu nem quis procurar saber, não quis saber quem é que fez, quem deixou de fazer, não quis arrumar culpado que esse é, fulano. Bertão jamais. Eu sei que é que essas mães estão passando, eu pego de meu filho e sei que elas estão passando com os filhos delas. Eu tenho certeza que os meninos estão super, que era tudo amigo, era acostumado a brincar. Foi uma fatalidade, ninguém tem culpa nessa história.”
A secretária de Educação de Miguelópolis, Joelci Rita dos Passos, informou que o acidente ocorreu enquanto os alunos aguardavam o professor para entrar em sala, momento em que era comum a realização de brincadeiras entre amigos. Ela explicou que a brincadeira era semelhante à “cadeirinha”, na qual os alunos pulam e são segurados pelos colegas, mas que algo deu errado e Vítor caiu de costas, batendo a cabeça no chão.
“Essa batida foi inevitável o traumatismo craniano. Imediatamente foi socorrido, a escola chamou a ambulância, foi para a Santa Casa do município. Daí já fez todo o procedimento de ir para Franca e fez cirurgia, mas infelizmente o Vítor não resistiu. Então assim, é uma fatalidade que aconteceu, poderia ter acontecido qualquer outro colega de classe.”
O município de Miguelópolis decretou luto oficial em razão da morte do adolescente, e as aulas foram canceladas no dia seguinte ao acidente. A família de Vítor Hugo optou pela doação dos órgãos do jovem, medida que pode beneficiar cerca de 30 pacientes que aguardam transplantes.
“Nunca jamais usa a internet com brincadeira, que é perigoso. Foi isso que aconteceu, foi isso que tirou a vida do Vítor. Então jamais gente, que tiver perigo, fica na escola, não corre, não joga o coleguinha, não dá rasteira, não empurra. Fica tranquilo na hora do recreio, que eles estão lá para estudar. Na hora do recreio, fica em moinha, conversa, conversando, jamais faz esse tipo de brincadeira.”
O caso foi registrado inicialmente como queda acidental pela Polícia Civil. A família reforçou que a brincadeira teria origem em um desafio viral na internet, o que motivou o alerta para que crianças e adolescentes evitem esse tipo de atividade perigosa dentro das escolas.
Contexto do acidente: O acidente ocorreu dentro da escola municipal Capitão Emílio, localizada no centro de Miguelópolis, durante o período de recreio. Os alunos aguardavam a chegada do professor para iniciar a aula, quando decidiram realizar a brincadeira que resultou na queda fatal de Vítor Hugo.
Reação da comunidade e autoridades: A prefeitura de Miguelópolis lamentou o ocorrido e decretou luto oficial. As aulas foram suspensas no dia seguinte para que alunos, professores e familiares pudessem prestar solidariedade. O episódio gerou grande comoção na cidade, especialmente entre os colegas de classe do jovem.
Doação de órgãos: A família de Vítor Hugo optou pela doação dos órgãos do adolescente, uma atitude considerada nobre e que poderá beneficiar cerca de 30 pacientes que aguardam transplantes. O processo de captação ainda estava em andamento até o momento das últimas informações divulgadas.
Alerta sobre brincadeiras perigosas
O caso chamou atenção para os riscos de brincadeiras que circulam nas redes sociais e que podem ser perigosas, especialmente quando realizadas sem supervisão. A mãe de Vítor Hugo fez um apelo para que outras famílias orientem seus filhos a evitar esse tipo de atividade, ressaltando que a fatalidade poderia ter sido evitada.
Informações adicionais
O boletim de ocorrência aponta que o acidente foi uma queda acidental. A escola e a Secretaria de Educação reforçam a importância da supervisão durante o recreio e a necessidade de conscientizar os alunos sobre os riscos de brincadeiras perigosas. Não foram divulgados detalhes sobre o velório e enterro, pois a família ainda estava no processo de doação dos órgãos.



