Patrícia Mandará orienta que os pais procurem um profissional caso a criança não esbocem as primeiras palavras com um ano
A pandemia de COVID-19 trouxe impactos significativos para a educação, especialmente no desenvolvimento da leitura, escrita e fala em crianças. Muitos alunos passaram a ter aulas remotas, via celular ou computador, resultando em prejuízos ao aprendizado e à interação social.
Atraso no desenvolvimento da fala: sinais de alerta
De acordo com Patrícia Pupim Mandrá, fonoaudióloga da USP, crianças com um ano de idade deveriam falar cerca de 50 palavras, e com dois anos, produzir frases com pelo menos três palavras. A ausência dessas habilidades, além da falta de iniciativa na comunicação e de resposta a estímulos, são sinais de alerta que merecem atenção.
O papel da tecnologia e a importância do contato social
O uso excessivo de telas, principalmente em crianças menores de dois anos, é um fator preocupante. A especialista destaca a necessidade de limitar o tempo de exposição à tecnologia e priorizar a interação social. A troca de olhares, brincadeiras e atividades lúdicas são fundamentais para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.
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A importância da intervenção precoce e o retorno às aulas presenciais
Pais, professores e familiares devem estar atentos aos sinais de atraso no desenvolvimento da fala e procurar um fonoaudiólogo para avaliação. O retorno às aulas presenciais é crucial para a recuperação da interação social e o desenvolvimento pleno das crianças. A escola desempenha um papel fundamental nesse processo, atuando como mediadora na retomada do convívio e das trocas interpessoais. A busca por ajuda profissional e a promoção de atividades lúdicas e interativas são passos importantes para garantir o desenvolvimento saudável da linguagem e da comunicação infantil.



