Local era usado por usuários de droga e para queima de fios de cobre; reclamações de moradores da Vila Virgínia eram recorrentes
Uma força-tarefa atuou em Ribeirão Preto para combater incêndios frequentes em uma antiga fábrica de papel desativada há dois anos, localizada na Vila Virginia, zona oeste da cidade. O local, alvo de reclamações constantes dos moradores, abriga moradores de rua e usuários de drogas, que ateiam fogo em materiais recolhidos, causando fumaça tóxica e incômodo à vizinhança.
Intervenção Judicial e Ação da Força-Tarefa
A intervenção judicial permitiu que a prefeitura, com apoio dos bombeiros, polícia militar e outras secretarias, iniciasse a limpeza da área. O cenário encontrado era de depredação total. Apesar da dispersão de moradores de rua ao perceberem a chegada da força-tarefa, a situação é complexa devido a um imbróglio judicial envolvendo a propriedade.
Embróglio Judicial e Plano de Ação
A antiga fábrica, após decretação de falência em 2016, foi leiloada, mas a arrematação por uma construtora a um valor baixo está sendo questionada na justiça. Enquanto a situação judicial não se resolve, a área permanece sem zelador, permitindo a ocupação irregular. O prefeito em exercício, Carlos César Barbosa, explicou que a ação tem duas etapas: conter os incêndios e, posteriormente, contatar os proprietários ou disputantes da área para garantir a conservação do local. A prefeitura pretende adquirir a área, mas isso dependerá da resolução do imbróglio judicial, considerando também dívidas da fábrica com o município.
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Fiscalização e Assistência Social
A Guarda Civil Municipal, sob a superintendente Mônica Nussoli, intensificará o patrulhamento para evitar novas invasões. Embora a prefeitura encaminhe moradores de rua para serviços sociais, como o programa Recomeço, não há como obrigar internações. A preocupação é que o problema seja apenas transferido para outro local. A limpeza da área, incluindo a remoção de materiais em uma área de preservação ambiental, é um trabalho contínuo e requer monitoramento constante. A fumaça tóxica afeta gravemente os moradores próximos, incluindo crianças, e a situação exige vigilância para evitar que o problema se repita.



