Só em 2015 foram registrados 12 óbitos do tipo; saiba como evitar que isso aconteça
Com a chegada do calor intenso em Ribeirão Preto e região, a busca por refresco em piscinas e rios aumenta, assim como os casos de afogamento. Em meio a este cenário, a CBN reportou 12 mortes por afogamento na região neste ano, acendendo um alerta sobre a importância da prevenção e dos cuidados em ambientes aquáticos.
Um Quase Trágico Descuido
Ana Claudia das Neves, dona de casa, viveu um momento de pavor quando seu filho, ainda bebê, foi encontrado boiando na piscina durante uma reunião familiar. “Eu estava na casa de uma prima, começou a chover e ficamos na piscina até a hora do almoço. Depois entramos, e meu filho, que tinha um ano e dois meses, estava brincando com o tio, o padrinho e o pai. Em um momento, meu irmão olhou para a piscina e o viu boiando de barriga para baixo”, relata Ana Claudia.
O rápido socorro de amigos, que realizaram os primeiros procedimentos, foi crucial para que o menino fosse levado ao hospital e se recuperasse sem sequelas. Apesar de o incidente ter ocorrido há mais de 20 anos, a mãe ainda se emociona ao relembrar o desespero e a sensação de impotência. Hoje, o jovem tem 21 anos e não sofreu nenhuma consequência do afogamento.
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Prevenção: A Melhor Abordagem
O Tenente do Corpo de Bombeiros, Gustavo Henrique Reçato, enfatiza a importância da prevenção, especialmente em rios e lagos desconhecidos. “Evitar entrar em locais onde não se conhece a profundidade e o relevo do fundo é o primeiro cuidado”, alerta. Ele também destaca a importância de evitar o consumo de álcool ao frequentar esses locais, pois isso pode alterar a percepção e levar a acidentes.
A supervisão constante de crianças é fundamental, seja em piscinas, rios ou lagos. “Um segundo de descuido pode ser suficiente para causar um afogamento”, adverte o tenente. A atenção redobrada e a presença de um adulto responsável são essenciais para garantir a segurança dos pequenos.
O Que Fazer em Caso de Afogamento?
Em caso de presenciar um afogamento, a prioridade é tentar retirar a vítima da água sem se expor ao risco. “Se tiver uma boia ou algo que flutue, jogue para a pessoa”, orienta Reçato. Uma pessoa em desespero pode, involuntariamente, colocar o socorrista em perigo. O Corpo de Bombeiros pode ser acionado através do telefone 193.
A conscientização e a adoção de medidas preventivas são as melhores formas de evitar tragédias e garantir que os momentos de lazer em ambientes aquáticos sejam seguros e agradáveis.


